Grandes potências querem resultados rápidos em diplomacia restaurada com Irã

Seis potências mundiais pediram nesta terça-feira resultados rápidos e concretos nas negociações nucleares com o Irã, que foram retomadas depois de um hiato de oito meses, a fim de evitar a ameaça de uma nova guerra no Oriente Médio.

FREDRIK DAHL, Reuters

05 de março de 2013 | 17h14

Em um comunicado conjunto, Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha e a Grã-Bretanha descreveram as conversas da semana passada com o Irã na cidade de Almaty, no Cazaquistão, de "úteis", e disseram que a diplomacia seria buscada ativamente nos próximos meses.

As potências disseram que estavam "profundamente preocupadas que o Irã continue a realizar certas atividades nucleares" contrárias às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo medidas recentes para instalar mais centrífugas avançadas de enriquecimento de urânio.

Os dois lados devem se reunir de novo no início de abril no mesmo local para outra rodada de discussões políticas para tentar pôr fim a anos de impasse na disputa, depois de conversas de especialistas que acontecerão em Istambul ainda neste mês.

"Buscamos resultados tangíveis nesse processo diplomático em um estágio inicial", disse o comunicado entregue em uma reunião do órgão da agência nuclear da ONU de 35 nações, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena.

"Reafirmamos nosso apoio continuado por uma solução diplomática à questão nuclear iraniana", disse o comunicado, que foi lido pela embaixadora britânica Susan le Jeune d'Allegeershecque.

As potências pediram a Teerã que adotasse imediatamente "passos significativos" para lidar com as preocupações da AIEA referentes a "possíveis dimensões militares" do programa nuclear do país. O Irã vem se mostrando evasivo ao questionamento da ONU há mais de quatro anos.

A linguagem relativamente leve usada no comunicado de uma página refletia um aparente compromisso entre os quatro Estados ocidentais de um lado e Rússia e China de outro.

No passado, Moscou e Pequim criticaram as sanções unilaterais ocidentais sobre Teerã, e tenderam a ser menos duros em seus comunicados públicos. Diplomatas ocidentais disseram que a prioridade agora era demonstrar a unidade das grandes potências na questão nuclear do Irã.

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, disse nesta segunda-feira que o presidente Barack Obama não está blefando sobre usar a força para frustrar as ambições nucleares do Irã se todo o resto falhar, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedia uma "ameaça militar credível" contra Teerã.

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