Gravação atribuída a Bin Laden critica aliança de EUA e Israel

Divulgação do áudio na internet ocorre três dias depois do aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001

Reuters e Efe,

14 de setembro de 2009 | 08h16

Uma gravação atribuída ao líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, pede que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama detenha as guerras no Iraque e no Afeganistão e se afaste de Israel. A mensagem foi divulgada nesta segunda-feira, 14, em um site islamita, três dias depois do oitavo aniversário dos atentados de 11 de setembro. O vídeo, intitulado "Uma declaração para o povo americano", foi acompanhado de uma fotografia fixa de bin Laden e uma mensagem de áudio de 10 minutos.

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"Chegou o momento dos senhores se libertarem do medo, do terrorismo ideológico dos conservadores e do lobby israelense", diz a voz atribuída a Bin Laden. "A razão da nossa disputa é o apoio a seu aliado Israel, que ocupa nossa terra na Palestina.

 

Bin Laden diz ainda que não houve uma mudança real na política americana porque Obama manteve pessoas que trabalharam com Bush no governo, como o secretário de Defesa, Robert Gates. O líder terrorista ainda defendeu o fim das guerras no Iraque e no Afeganistão.

"Se vocês acabarem com a guerra, então tudo bem. Caso contrário, não teremos outra escolha senão continuar nossa guerra de atrito em todas as frentes... Se vocês escolherem a segurança e o fim das guerras, conforme as pesquisas de opinião mostram, estaremos prontos a responder a isso", afirma.  Especialistas acreditam que Bin Laden esteja escondido nas montanhas da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Em sua última mensagem divulgada em público, em junho, o líder da Al-Qaeda disse que Obama havia "plantado as sementes da vingança e do ódio aos Estados Unidos" no mundo muçulmano. A última mensagem dos principais dirigentes do grupo divulgada em um site, a maioria foros de debates de grupos radicais islâmicos, foi gravada pelo "número dois" da Al-Qaeda, Al-Zawahiri, no dia 28 de agosto, e nela falava sobre a guerra no Paquistão e no Afeganistão.

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