Grupo armado explode templo no sul do Iraque

Ataque é resposta ao atentado cometido contra Mesquita Dourada em Samarra

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Um grupo armado dinamitou nesta sexta-feira, 15, uma mesquita sunita na cidade de Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, segundo fontes policiais, que disseram que o edifício foi totalmente destruído. As fontes explicaram que os insurgentes colocaram uma carga de dinamite na mesquita, situada no sudoeste da cidade. O templo é um dos mais importantes do Iraque, freqüentemente visitado por muçulmanos xiitas e sunitas. O governo do Iraque decidiu mobilizar mais tropas em Samarra, ao norte de Bagdá, depois do ataque contra a mesquita xiita na quarta-feira, segundo informaram fontes do Executivo. Cerca de 650 membros do Exército iraquiano, com a ajuda de especialistas das forças multinacionais mobilizadas no Iraque, chegaram à cidade de Samarra, situada a 100 quilômetros ao norte da capital, e tomaram posições nos arredores da mesquita atacada e em outros pontos-chave da cidade. Além disso, vários agentes das forças que protegiam o santuário atacado foram detidos por ordem do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. Outras cinco mesquitas sunitas foram atacadas e incendiadas no sul de Bagdá na quinta-feira. Os ataques foram considerados uma represália depois que supostos militantes da Al-Qaeda explodiram as cúpulas de um santuário xiita em Samarra. Irã O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, responsabilizou nesta sexta "os sionistas e as forças de ocupação" pelo ataque de quarta-feira, que destruiu dois minaretes do santuário xiita no Iraque. Em comunicado divulgado pela agência de notícias Irna, Khamenei chamou o atentado de "grande crime". Ele alertou para o perigo de uma "conspiração inimiga" a fim de dividir os muçulmanos. "O atentado contra o santuário de Samarra é fruto de uma terrível conspiração cujo propósito é promover uma guerra civil no Iraque", disse o líder iraniano. Ele aproveitou para apresentar suas condolências por um fato que, afirmou, comove todo o mundo islâmico. Khamenei destacou, além disso, que "as forças da ocupação não podem ignorar a sua responsabilidade neste grande crime". "O atentado foi planejado pelos serviços de espionagem sionistas e pelas forças da ocupação, quaisquer que sejam os seus autores materiais", acrescenta o comunicado. O líder supremo iraniano disse ainda que "é preciso manter o alerta diante das perigosas políticas de divisão dos inimigos", e pediu que "os ulemás e dignitários do Islã e todos os muçulmanos, especialmente os iraquianos, tanto sunitas quanto xiitas, permaneçam na contenção e na amizade, mais que nunca".

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