Grupo Jihad assume ataque contra Israel em junho

Um grupo de jihad islâmico baseado no Sinai do Egito postou um vídeo que mostra que realizou um ataque fronteiriço em junho, matando um israelense em uma obra num posto de fronteira, gerando dúvidas sobre o controle de segurança egípcio sobre a península do deserto.

Reuters

28 de julho de 2012 | 16h38

Desde a queda do presidente egípcio Hosni Mubarak, aliado dos EUA, em fevereiro de 2011, o controle da segurança foi enfraquecido no Sinai e grupos de islamistas militantes se espalharam ao norte, atacando delegacias de polícia e um oleoduto que exportava gás para Israel e para a Jordânia.

Um vídeo online publicado na sexta-feira apresentou os membros de um novo grupo chamado 'Magles Shoura al - Mujahddin' vestindo roupas militares e escolhendo como alvo uma patrulha israelense e uma cidade fronteiriça.

Os homens, que de acordo com o vídeo realizaram o ataque, identificados como o egípcio Abu Salah e o saudita Abu Hozaifa, disseram que eles estavam se vingando pelo "sangue dos muçulmanos" e dedicaram o ataque a Ayman al-Zawahri, líder da al Qaeda.

"Em breve vamos executar uma operação suicida dupla tendo como alvo o as tropas do inimigo judeu nas fronteiras com o Egito", disse Abu Salah, lendo um pedaço de papel antes do ataque, com uma bandeira preta ao fundo coberta com slogans religiosos.

Autoridades israelenses disseram que mataram os dois agressores.

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