Grupo ligado a Abbas mata três em ataque suicida em Israel

Homem-bomba fere pelo menos 14 em shopping; facção ligada ao líder palestino assume autoria do atentado

Agências internacionais,

04 de fevereiro de 2008 | 08h53

Um ataque suicida em Israel nesta segunda-feira deixou três pessoas mortas - dois militantes suicidas e uma mulher - no centro comercial da cidade de Dimona, no sul do país. Outras 14 pessoas ficaram feridas no ataque, o primeiro a atingir o território israelense em pouco mais de um ano. O braço armado do Fatah, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, reivindicaram a autoria do ataque realizado em um shopping.   Segundo a polícia, um homem bomba se aproximou da entrada do centro comercial de Dimona às 10h30 no horário local (6h30 no horário de Brasília) e detonou um cinto de explosivos, provocando uma explosão de grandes dimensões que foi ouvida na cidade inteira.   Segundo a BBC, a enfermeira Hodaia Cohen, que trabalha em uma clínica próxima ao local do ataque, disse à radio estatal de Israel que se dirigiu imediatamente ao centro comercial, acompanhada por um médico, para prestar ajuda aos feridos. "A cena foi horrível, vi pedaços de corpos jogados por todos os lados", disse a enfermeira.   "Imediatamente percebemos que algumas pessoas já estavam mortas, mas um deles ainda mostrava sinais de vida. Comecei a tratar dele, abri sua camisa e vi um cinto de explosivos branco", relatou. A enfermeira disse que começou a gritar para afastar as pessoas do local ao perceber que o ferido era um segundo homem-bomba.   Alguns minutos depois, um policial disparou contra o homem quando ele tentou puxar o cordão que detonaria mais explosivos.   Além dos 14 feridos, outras pessoas foram hospitalizadas em estado de choque."Várias pessoas chegaram à clínica chorando e tremendo, em um estado de confusão mental", disse Hodaia Cohen.   O prefeito Meir Cohen disse que "Dimona é uma cidade tranqüila que de repente foi assolada por um raio". Cohen também disse que depois que os palestinos romperam o cerco à Faixa de Gaza, há duas semanas, os serviços de segurança advertiram que militantes poderiam entrar em Israel pelo território egípcio. A polícia israelense aumentou o nível de alerta em todo o país por temores de novos atentados.   Nos últimos dias o governo egípcio anunciou ter prendido dois grupos de palestinos armados que estavam no deserto do Sinai, a caminho de "cometer atentados em Israel".   O ministro israelense de Defesa, Ehud Barak, afirmou que depois do rompimento do cerco a Faixa de Gaza, Israel deve construir urgentemente uma barreira de cerca de 200 quilômetros ao longo da fronteira com o Egito.   O último atentado suicida em território israelense ocorreu em 29 de janeiro do ano passado, na cidade de Eilat. Na ocasião, um homem-bomba palestino entrou na cidade depois de deixar a Faixa de Gaza e atravessar o deserto do Sinai. Ele detonou explosivos dentro de uma padaria, matando três civis israelenses.   Segundo o gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert "hoje em Dimona se comprovaram as advertências de Israel, de que palestinos que saíram da Faixa de Gaza poderiam tentar atacar Israel, passando pelo território egipcio". O porta-voz do Hamas, Fauzi Barhum, elogiou a "ação heróica" em Dimona.

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