Grupo sunita Jundollah reivindica autoria de atentado no Irã

Ataque suicida deixou 42 mortos e atingiu Guarda Revolucionária do país; autoridades prometeram vingança

estadao.com.br,

19 de outubro de 2009 | 13h41

O grupo sunita extremista Jundollah (Soldados de Alá) reivindicou nesta segunda-feira, 19, a autoria do atentado realizado no domingo, 18, no sudeste do Irã, contra a Guarda Revolucionária do país, deixando 42 mortos, indicou o Site, página na internet que monitora sites islâmicos, segundo a agência de notícias AFP.

 

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O ataque suicida matou ao menos 5 oficiais da Guarda Revolucionária, num dos atentados mais ousados contra a instituição militar mais poderosa do país. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, também disse ter informações do envolvimento de "agentes de segurança" do Paquistão no ataque e exigiu de Islamabad cooperação com a investigação.

 

A explosão causada por um homem-bomba na cidade de Pishin também deixou cerca de 30 feridos. Indignados com o ataque, as forças de segurança iranianas prometeram vingança. O aiatolá Ali Khamanei, o líder supremo do Irã, afirmou que punirá os "terroristas" responsáveis pelo ataque. Em seu primeiro comentário público desde a explosão, o líder afirmou que os inimigos "não podem abalar a unidade iraniana".

 

Na véspera de um importante encontro entre funcionários do governo iraniano e representantes ocidentais sobre o programa nuclear de Teerã, marcada para esta segunda-feira em Viena, a resposta de Washington foi rápida. "Condenamos este ato de terrorismo e lamentamos a perda de vidas inocentes, mas informações de um suposto envolvimento dos EUA são completamente falsas", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado Ian Kelly.

 

A Guarda Revolucionária é uma força de elite subordinada ao líder supremo iraniano. Seus mais de 120 mil integrantes controlam o programa de mísseis, além das instalações nucleares iranianas. A força também tem unidades terrestres, marítimas e aéreas.

 

(Com Reuters)

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