Grupos palestinos aceitam fazer eleição até janeiro

Impasse entre Hamas e Fatah sobre formação de governo de unidade nacional ainda não foi solucionado

ALAA SHAHINE, REUTERS

16 de março de 2009 | 10h08

Grupos palestinos rivais decidiram no domingo realizar eleições legislativas e parlamentares até janeiro de 2010, mas mantiveram o impasse relativo à formação de um governo de unidade nacional que prepararia o pleito.

Diplomatas e analistas veem o sucesso das negociações, mediadas pelo Egito, como sendo essencial para reunificar os palestinos após 21 meses de cisma entre o grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e a facção laica Fatah, que domina a Cisjordânia. Os dois grupos têm diferenças fundamentais sobre a relação com Israel. O Hamas acredita na luta armada, embora esteja disposto a considera uma trégua. Já a Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, prega a negociação.

Wasil Abou Youssef, secretário-geral da Frente de Libertação Palestina, disse à agência egípcia de notícias Mena que os negociadores palestinos aceitaram realizar eleições até 25 de janeiro. No entanto, não houve acordo sobre se o eventual governo de unidade nacional seria formado pelos grupos políticos ou apenas por tecnocratas apartidários, como preferem o Egito e as potências ocidentais.

Em 26 de fevereiro, os grupos aceitaram formar cinco comitês que tratariam de questões como a composição das agências de segurança na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Ainda não há definição da lei eleitoral ou sobre a distribuição dos deputados (se será distrital ou proporcional), segundo fontes ligadas ao processo.

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