Guarda do Irã volta a ameaçar os EUA com resposta 'arrasadora'

Militares reiteram ofensiva em larga escala no caso de ataque americano para interromper programa nuclear

Efe,

31 de outubro de 2007 | 09h05

A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou nesta quarta-feira, 31, uma resposta "arrasadora" diante de um eventual ataque americano contra o Irã em razão das atividades nucleares de Teerã. A advertência foi feita pelo comandante-geral do corpo militar, Mohamad Ali Jaafari, que reiterou que as forças dispõem de material militar sofisticado e são capazes de "derrubar o inimigo". "Os inimigos devem saber que não podem atingir de maneira alguma a República Islâmica, e que, no caso de um ataque ao Irã, os membros da Guarda Revolucionária responderão de forma arrasadora", disse Jaafari, segundo a agência Mehr. A declaração acontece dois dias depois de o assessor do comandante da força naval da Guarda, o general Ali Fadavi, ter alertado que o corpo lançaria "operações de martírio (suicidas)" no Golfo Pérsico se fosse atacado pelos Estados Unidos. "Caso seja necessário, poderão ser utilizadas pessoas dispostas a se tornarem mártires", alertou Fadavi na segunda-feira, segundo a televisão iraniana "Alalam". Há duas semanas, a Guarda Revolucionária, considerada uma organização terrorista por Washington, tinha advertido que responderia com 11 mil mísseis "no primeiro minuto de um eventual ataque" ao Irã. Os militares iranianos afirmam que a Guarda dispõe de bombas inteligentes e mísseis de até 2 mil quilômetros de alcance. As novas advertências iranianas aparecem depois da recente imposição pelos EUA de novas sanções sobre as corporações militares do Irã, incluindo a Guarda Revolucionária, em meio às pressões para que Teerã suspenda o enriquecimento de urânio. Teerã se nega a suspender suas atividades nucleares, que afirma serem pacíficas, e considera que o enriquecimento de urânio é um de seus "direitos legítimos". Os EUA e a União Européia (UE) suspeitam que o programa iraniano tenha fins militares e exigem que Teerã cumpra com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e abandone suas atividades de enriquecimento de urânio.

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