Guarda iraniana pede que Mousavi vá para julgamento

Opositores são acusados de provocar distúrbios na república islâmica durante as eleições presidenciais

EFE,

09 de agosto de 2009 | 13h05

O corpo de elite do exército iraniano, a Guarda Revolucionária, exigiu neste domingo, 9, que se inicie um processo judicial contra os líderes opositores Musavi e Karubi por estimularem os distúrbios produzidos na república islâmica durante as eleições presidenciais ocorridas no dia 12 de junho, nas quais disputaram e foram derrotados pelo presidente Mahumd Ahmadineyad.

 

"Se Musavi, Karoubi e o ex-presidente Mohamed Jatami são os principais suspeitos desta tentativa de revolução, e estou certo que estão, esperamos que os juízes os persigam, prendam, julguem e os castiguem", afirmou o diretor do escritório político da Guarda Revolucionária do Irã, general Yadolá Javani, em declaração para a agência oficial iraniana, IRNA.

 

Por outro lado, um alto oficial da Guarda pediu um controle maior nos meios de comunicação estrangeiros para impedir que se convertam em porta vozes de "importantes figuras estrangeiras" dentro do país com o objetivo de atacar o governo do Irã.

 

Ahmadinejad apresentará novo Governo do Irã nos "próximos dias"

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou que apresentará nos "próximos dias" ao Parlamento a composição de seu novo Gabinete, que já antes de ser divulgado gerou expectativa e polêmica.

 

Em declarações divulgadas neste domingo pela imprensa local, o líder anunciou que a lista será divulgada no início desta semana (no Irã, começa no sábado), que haverá mudanças e que sua intenção é colocar políticos jovens.

 

Segundo analistas locais, Ahmadinejad, cuja arrasadora vitória eleitoral é questionada pela oposição iraniana - que denuncia fraude - enfrenta uma tarefa difícil, já que suas intenções são vigiadas inclusive por membros da corrente conservadora do regime.

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