Guarda Revolucionária do Irã se instala nas zonas de fronteira com Iraque

Militares acusam Israel e EUA de querer provocar conflito étnico na região fronteiriça

Efe

16 de junho de 2010 | 14h26

TEERÃ - A Guarda Revolucionária do Irã começou a se instalar na fronteira com o Iraque "perante a presença dos Estados Unidos e de Israel", declarou nesta quarta-feira, 16, um de seus comandantes.

 

Mehdi Moini, general militar e comandante da Guarda no Azerbaijão Ocidental, acusou estes e outros países de querer provocar um conflito de caráter étnico na região, segundo a emissora Press TV. "A presença de forças americanas e israelenses na fronteira é a razão para os movimentos militares do Irã na província", explicou Moini. "Estas forças buscam a desestabilização em nossa província tentando magnificar as diferenças étnicas e religiosas", acrescentou o militar.

 

A tensão cresceu nas últimas semanas no noroeste do Irã, e em particular no Curdistão iraniano, impulsionada pela decisão do regime de matar por enforcamento em maio cinco supostos rebeldes curdos.

 

No dia 10 de junho, o jornal pró-governamental Irã informou a morte de um oficial iraniano e dois policiais no momento em que explodiu uma bomba, 900 quilômetros a oeste de Teerã. As autoridades iranianas responsabilizaram a ação ao PJAK, grupo que consideram terrorista. A Polícia, por sua vez, anunciou a detenção de 13 supostos terroristas que estavam "preparados para atacar" em diversas províncias do norte do país.

 

Na semana passada, o embaixador iraniano em Bagdá, Hassan Kazemi Qomi, negou de forma categórica que tropas de seu país tivessem cruzado a fronteira com o Iraque para perseguir rebeldes curdos, como tinham denunciado as autoridades do Curdistão iraquiano.

 

Na terça, Qomi advertiu que seu país não permanecerá calado perante os ataques que, segundo ele, foram cometidos por grupos terroristas na fronteira norte do Iraque. O povo curdo está dividido em uma área montanhosa que abrange a Turquia, Síria, Iraque e Irã.

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