Guerillheiros do taleban descartam diálogo para liberar reféns

Um grupo de 22 sul-coreanos está sequestrado há dez dias; para libertá-los, taleban exige liberdade de rebeldes

29 Julho 2007 | 14h25

Após dez dias de seqüestro, os talebans afirmaram neste domingo, 29, que não haverá mais diálogo a respeito dos 22 sul-coreanos que continuam sendo mantidos como reféns, enquanto as autoridades afegãs não aceitaram uma troca por presos rebeldes.   "Já não é preciso dialogar mais. Entregamos nossa lista de presos e esperamos uma resposta positiva", disse um porta-voz da milícia, Mohammed Yousef Ahmadi.   Os talebans tinham exigido para a libertação dos reféns a libertação de presos insurgentes. Para isso, entregaram às autoridades de Ghazni uma "lista completa" com os nomes de rebeldes.   Um dos membros da equipe mediadora,Khowaja Sedeqi, confirmou as palavras de Ahmadi, e afirmou que hoje não houve negociações por vontade dos talebans, embora alguns líderes tribais tenham conversadocom os seqüestradores.   Os insurgentes, disse Sedeqi, estão esperando uma resposta do Governo sobre a proposta de troca, a principal condição fixada pelos rebeldes para soltar os 22 reféns. Os seqüestrados, 18 mulheres e quatro homens, estão separados, vigiados por diferentes facções da milícia.   O grupo de seqüestradores não entra em acordo sobre suas exigências às autoridades justamente porque está dividido internamente. Enquanto duas das facções preferem o pagamento de um resgate, a terceira exige a libertação de presos.   O anúncio feito neste domingo pelos rebeldes coincidiu com a reunião do enviado especial sul-coreano Baek Jong-Chu, secretário-chefe de Segurança e Política Internacional da Coréia do Sul, com o presidente afegão, Hamid Karzai, que hoje falou pela primeira vez sobre o caso.   Os 23 sul-coreanos foram capturados no dia 19, quando iam de Kandahar, no sul, à capital, Cabul, e passavam pela região de Ghazni , no leste do país.   Este foi o maior seqüestro de estrangeiros já realizado no Afeganistão, onde um engenheiro alemão continua refém dos insurgentes talebans.

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