'Guerra ao terrorismo' não enfraquece a Al Qaeda, diz pesquisa

Pessoas em todos os cantos do mundo consideram que a "guerra ao terrorismo" travada pelos Estados Unidos e seus aliados não enfraqueceu a Al Qaeda -- e pode até mesmo tê-la fortalecido --, segundo pesquisa do Serviço Mundial da BBC, divulgada nesta segunda-feira. Em 22 dos 23 países incluídos na pesquisa prevalece a impressão de que o grupo de Osama bin Laden não sofreu nenhum desgaste depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. No geral, a opinião dos 23.937 entrevistados é de que nenhum lado está ganhando, segundo a BBC. "Apesar de seu avassalador poderio militar, a guerra da América contra a Al Qaeda é amplamente vista como não tendo conseguido nada além de um impasse, e muitos acreditam que ela chegou mesmo a fortalecer a Al Qaeda", disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes Políticas Internacionais, da Universidade de Maryland, que realizou o estudo em parceira com o instituto GlobeScan, entre julho e setembro. O Quênia, onde ocorreram violentos atentados da Al Qaeda em 1998 e 2002, foi o único lugar onde a maioria vê um enfraquecimento da Al Qaeda. Nos EUA, só 34 por cento acreditam que o grupo perdeu força, enquanto 26 por cento acham que a "guerra ao terrorismo" não serviu para nada e 33 por cento acham que os militantes estão mais poderosos. Entre os norte-americanos, a impressão geral é de que nem os EUA nem a Al Qaeda estão vencendo. Mais de 40 por cento dos entrevistados na França, no México, na Itália, na Austrália e na Grã-Bretanha acham que a Al Qaeda está se fortalecendo. Na maioria dos países, a opinião sobre o grupo islâmico é negativa, com exceção de Egito e Paquistão, onde a soma das opiniões positivas e neutras supera as negativas. (Reportagem de Michael Hilden)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.