Guerra do Iraque já custou £ 6,6 bilhões aos cofres britânicos

Reino Unido reduziu significativamente sua presença no Iraque desde 2003

Efe,

27 de agosto de 2007 | 05h58

O conflito do Iraque e os esforços de reconstrução do país árabe já custaram aos britânicos cerca de £ 6,6 bilhões (aproximadamente € 9,8 bilhões), quase um terço a mais do que o orçado pelo atual primeiro-ministro, Gordon Brown, quando estava à frente do Tesouro. O jornal Financial Times calculou esse número somando aos £ 5 bilhões extraídos pelos militares de um fundo de reserva para contingências do Tesouro outros £ 1,5 bilhão relacionados com a ajuda e o cancelamento da dívida desse país, assim como com as despesas de segurança. No entanto, a publicação não levou em conta os salários dos militares. O Reino Unido reduziu significativamente sua presença no Iraque desde 2003 e tem atualmente cerca de 5.500 soldados destacados no país árabe, em sua maioria concentrados no aeroporto de Basra. A oposição criticou o governo por submeter a tensões excessivas suas Forças Armadas, que estão brigando também na frente afegã contra os talebans. O vice-presidente do liberal-democrata, Vincent Cable, qualificou de "assombroso" o custo financeiro da presença militar britânica no país árabe, e que ainda deve ser somado ao "humano e político". Segundo Cable, o custo é muito maior porque é preciso somar as despesas necessárias para cuidar por toda a vida dos militares que ficaram inabilitados no conflito. O Iraque é provavelmente o conflito mais caro para o Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o Iraq Analysis Group, e supera os £ 4,2 bilhões em termos reais que custou a Guerra das Malvinas contra a Argentina. "Esse dinheiro não cresce em árvores. Poderia ter sido investido em serviços públicos ou em uma ajuda mais eficaz ao desenvolvimento de outros países", afirma Liam Wren-Lewin, membro do grupo de estudo. No entanto, o custo da Guerra do Iraque para o Reino Unido é irrisório se for comparado com os US$ 602 bilhões que Washington gastou na "guerra contra o terrorismo" no Iraque e Afeganistão desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.