Há elementos para encerrar guerra em Gaza 'agora', diz ONU

Ban Ki-moon visita Israel no mesmo dia em que o Exército israelense atacou a sede da agência na Faixa de Gaza

Agências internacionais,

15 de janeiro de 2009 | 09h35

cretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira que há elementos para encerrar os 20 dias da guerra de Israel na Faixa de Gaza "agora". "Eu acredito que há elementos para encerrar a violência agora", disse ele. Em entrevista coletiva em Israel, ele expressou ainda sua indignação por causa dos últimos ataques de Israel contra a sede da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, UNRWA, e outros complexos humanitários."É preciso deter o fogo de maneira imediata e chegar a uma trégua, do resto, será possível falar depois", disse Ban, em entrevista coletiva, em Jerusalém, após manter uma reunião com a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni.   O secretário-geral da ONU disse que "é inaceitável" o que está acontecendo em Gaza e que "o número de vítimas até agora é grande demais". "Chegou a hora de a violência acabar e nós mudarmos fundamentalmente a dinâmica em Gaza para perseguir novamente as conversações de paz para uma solução de dois Estados, que é o único caminho para uma segurança duradoura para Israel", disse Ban em Tel-Aviv.   Segundo o secretário-geral, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que ocorreu um "grave erro" e pediu desculpas pelos disparos feitos contra instalações de ajuda humanitária da entidade internacional na Faixa de Gaza. "O ministro da Defesa me disse que foi um grave erro e que levou isso muito a sério. Ele me garantiu que será dada atenção extra às instalações e funcionários da ONU, e que isso não irá se repetir."    A agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) suspendeu, nesta quinta-feira, suas operações em Gaza depois de seu complexo ter sido atingido por várias bombas israelenses, ferindo três de seus funcionários, disse Adnan Abu Hasna, porta-voz da instituição. "As bombas disparadas por tanques israelenses caíram dentro do complexo da agência da ONU para refugiados palestinos em Gaza e feriram três de seus funcionários", disse ele à agência France Presse. "Nós decidimos suspender todas as nossas operações". Um dos prédios, contendo "centenas de toneladas" de ajuda humanitária, pegou fogo enquanto outras partes do complexo foram danificadas pelos disparos, informou outro funcionário da UNRWA.   Mais cedo, o complexo já havia sido atingido quando outra bomba israelense caiu nas proximidades do prédio, que fica perto da Universidade Islâmica, no centro da cidade de Gaza. De acordo com Chris Gunness, porta-voz da agência em Jerusalém, centenas de pessoas se abrigavam no interior do complexo quando ele foi atingido.   Negociações   O alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel Amos Gilad chegou ao Cairo nesta quinta-feira para ouvir a resposta do Hamas ao plano para encerrar a violência na Faixa de Gaza. O grupo militante islâmico controla Gaza desde 2007. Gilad seria informado pelo chefe da inteligência egípcia, Omar Suleiman, sobre o caso. Na quarta-feira, o Hamas apresentou sua "visão" sobre o cessar-fogo, limitando-se a aceitar o plano em "linhas gerais".   "Esse encontro crucial deve demorar duas ou três horas, e Gilad deve partir nesta tarde para informar o governo israelense para eles tomarem uma decisão", disse uma fonte diplomática próxima às negociações à agência France Presse. O porta-voz do Hamas Salah al-Bardawil disse na quarta-feira que "a visão do presidente (egípcio Hosni) Mubarak é a única que foi proposta, nós não pedimos qualquer emenda em suas linhas gerais".   O ministro de Relações Exteriores do Egito, Ahmed Abul Gheit, disse que "nós vamos falar aos israelenses o que nós obtivermos de nossos irmãos do Hamas...Nós esperamos que as coisas avancem mas não entraremos em detalhes". Abul Gheit disse que o plano de Mubarak, lançado no dia 6, pede um "imediato cessar-fogo e a aceitação da retirada" das forças israelenses da Faixa de Gaza. Segundo o ministro, a abertura das fronteiras no território depende de negociações sobre quem deve estar nos postos de controle e se a presença de outras partes é necessária.   Anteriormente, Israel condicionou o fim da ofensiva ao fim do lançamento de foguetes no sul do Israel e do contrabando de armas vindo do Egito para a Faixa de Gaza. O Hamas insiste no fim do bloqueio à Faixa de Gaza, em efeito desde que o grupo islâmico tomou o poder na região, em junho de 2007, expulsando o partido laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.   O alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel Amos Gilad chegou ao Cairo nesta quinta-feira para ouvir a resposta do Hamas ao plano para encerrar a violência na Faixa de Gaza. O grupo militante islâmico controla Gaza desde 2007. Gilad seria informado pelo chefe da inteligência egípcia, Omar Suleiman, sobre o caso. Na quarta-feira, o Hamas apresentou sua "visão" sobre o cessar-fogo, limitando-se a aceitar o plano em "linhas gerais".   "Esse encontro crucial deve demorar duas ou três horas, e Gilad deve partir nesta tarde para informar o governo israelense para eles tomarem uma decisão", disse uma fonte diplomática próxima às negociações à agência France Presse. O porta-voz do Hamas Salah al-Bardawil disse na quarta-feira que "a visão do presidente (egípcio Hosni) Mubarak é a única que foi proposta, nós não pedimos qualquer emenda em suas linhas gerais".   O ministro de Relações Exteriores do Egito, Ahmed Abul Gheit, disse que "nós vamos falar aos israelenses o que nós obtivermos de nossos irmãos do Hamas...Nós esperamos que as coisas avancem mas não entraremos em detalhes". Abul Gheit disse que o plano de Mubarak, lançado no dia 6, pede um "imediato cessar-fogo e a aceitação da retirada" das forças israelenses da Faixa de Gaza. Segundo o ministro, a abertura das fronteiras no território depende de negociações sobre quem deve estar nos postos de controle e se a presença de outras partes é necessária.   Anteriormente, Israel condicionou o fim da ofensiva ao fim do lançamento de foguetes no sul do Israel e do contrabando de armas vindo do Egito para a Faixa de Gaza. O Hamas insiste no fim do bloqueio à Faixa de Gaza, em efeito desde que o grupo islâmico tomou o poder na região, em junho de 2007, expulsando o partido laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

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