Hamas aceita observadores europeus nas fronteiras de Gaza

Ideia é que envio de inspetores ajude a acabar com o bloqueio a Gaza

EFE

08 de junho de 2010 | 08h46

JERUSALÉM - O movimento islamita Hamas, que governa em Gaza, demonstrou disposição em aceitar a presença de inspetores da União Europeia (UE) no litoral da faixa e na fronteira com o Egito.

 

"O Hamas estudará qualquer ideia que acabe com o bloqueio imposto pela ocupação israelense à Faixa de Gaza, incluindo o envio de inspetores europeus para vigiar o mar de Gaza e criar um corredor marítimo seguro entre Gaza e o resto do mundo", afirmou o porta-voz do Governo islamita, Fawzi Barhoum, em comunicado.

 

Foi dessa forma que o Hamas respondeu à proposta do ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, que países europeus supervisionem a chegada pelo mar de ajuda humanitária à faixa palestina.

 

Barhoum disse que o movimento islamita "não se opõe à presença de forças internacionais (nas águas de Gaza) com a condição de que não haja interferência israelense".

 

O porta-voz assinalou que "os palestinos devem ter soberania completa sobre suas águas" e têm direito de terem o próprio porto.

 

Também se mostrou partidário do retorno de observadores europeus ao posto de Rafah, que entre 2005 e 2007 operou uma missão europeia de observação.

 

Gael Riviere, porta-voz dessa missão, assinalou à Agência Efe que a missão precisa para entrar em funcionamento de um acordo entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

 

Em 31 de maio, uma embarcação de bandeira turca foi atacada em águas internacionais quando seguia com ajuda humanitária para Gaza, na qual nove ativistas turcos foram mortos por soldados israelenses.

 

Esse incidente aumentou a pressão internacional para permitir a chegada de ajuda ao enclave palestino.

 

O titular de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, se mostrou favorável que o Quarteto de Oriente Médio(formado pelos EUA, UE, ONU e Rússia) tome a frente na iniciativa de levantar o bloqueio a Gaza, imposto por Israel em junho de 2006.

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