Hamas ameaça realizar ataques suicidas em Israel

Facção islâmica palestina promete retaliação caso militares israelenses promovam operação na Faixa de Gaza

Agências internacionais,

22 de dezembro de 2008 | 09h16

O Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, ameaçou nesta segunda-feira, 22, retomar os ataques suicidas em Israel, caso o país lance uma operação militar na área palestina. "É nosso direito como um povo ocupado nos defender da ocupação por todos os meios possíveis, incluindo ataques suicidas", disse Ayman Taha, um líder do Hamas. A afirmação ocorre dias após o fim de um cessar-fogo de seis meses entre Israel e o Hamas, na sexta-feira. Com isso, aumentou a expectativa sobre uma possível intervenção em larga escala dos militares israelenses na Faixa de Gaza. O governo de Israel está dividido entre a possibilidade de lançar uma operação militar maciça na Faixa de Gaza ou limitar-se a ataques pontuais. Na reunião de gabinete de domingo, a primeira após o fim da trégua de seis meses com o Hamas, os membros do Executivo culparam-se uns aos outros pela situação. O primeiro-ministro demissionário, Ehud Olmert, rejeitou uma ofensiva de larga escala contra o Hamas, alegando que ela poderia resultar em prejuízos aos dois lados, além de estimular as ações humanitárias em defesa da Faixa de Gaza e atrair críticas contra IsraelEm resposta à crescente pressões para que o governo contenha os ataques de foguetes dos grupos extremistas islâmicos contra o território israelense, o ministro de Gabinete, Isaac Herzog, assegurou que "uma ação em Gaza ocorrerá, e será severa e dolorosa".Após a reunião, os dois principais candidatos a primeiro-ministro de Israel, na eleição que será realizada em 10 de fevereiro, prometeram derrubar o Hamas. A Ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, do partido Kadima, disse que seu objetivo estratégico será a derrocada do Hamas por meios militares, econômicos e diplomáticos. Seu principal rival, Binyamin Bibi Netanyahu, do direitista Likud, acusou o atual governo de omissão e exigiu uma política de ataque. Desde o fim do cessar-fogo, os militantes palestinos dispararam 50 foguetes contra Israel.var keywords = "";

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