Hamas assume autoria do atentado suicida em Israel

Israel elevou o alerta de segurança em Jerusalém, Tel Aviv e no deserto de Neguev

Associated Press, AE e EFE

05 de fevereiro de 2008 | 15h22

O grupo islâmico Hamas assumiu nesta terça-feira, 5, a responsabilidade pelo ataque suicida de segunda-feira,3, em Israel, informando que os terroristas vieram da cidade de Hebron, na Cisjordânia.  Veja também: . Ataque israelense deixa sete mortos em Gaza Em mensagens para os jornalistas e na emissora de televisão do Hamas, os dois terroristas foram identificados como sendo Mohammed Herbawi e Shadi Zghayer. Uma mulher foi morta e 11 pessoas feridas no atentado na cidade israelense de Dimona. Segundo a agência EFE, é a primeira vez em três anos que o grupo, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, envia terroristas suicidas a Israel. A organização suspendeu este tipo de atentado após aceitar uma proposta nesse sentido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, segundo a qual Israel cessava em troca seus assassinatos seletivos contra líderes políticos islamitas.  Segurança As forças de segurança de Israel elevaram desde a madrugada passada o nível de alerta em três distritos do país após o atentado suicida desta segunda-feira na cidade de Dimona. Fontes da Polícia informaram que foi decretado o nível de alerta 3, ou seja, um anterior do máximo, nos distritos de Jerusalém, Tel Aviv e no deserto do Neguev, onde está Dimona, onde aconteceu o primeiro atentado em um ano.  Segundo as fontes, citadas pela rádio a "Voz de Israel", "a rapidez com a que as várias organizações palestinas assumiram a autoria do atentado gera o temor de que haja outros suicidas a caminho". O jornal "Yedioth Ahronoth" destaca a existência de pelo menos outros dois suicidas "cujas organizações não sabem onde se encontram" e "cujas instruções são se dirigir a centros urbanos em Israel". São procurados em particular dois palestinos de Gaza cujas fotografias e nomes foram divulgados pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa pouco depois da explosão, ao assumir o ataque em conjunto com as Frentes Popular e Democrática de Libertação da Palestina (FPLP e FDLP).

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