Hamas 'brinca com fogo' ao lançar foguetes, afirma Israel

Projétil atinge Ashkelon, a 12 km da fronteira; retaliação israelense será culpa do grupo, diz porta-voz de Olmert

Agências internacionais,

03 de fevereiro de 2009 | 08h48

 Israel alertou nesta terça-feira, 3, que o Hamas está "brincando com fogo" após os militantes palestinos lançarem um foguete de longo alcance contra a cidade israelense de Ashkelon, a nove quilômetros do norte de Gaza, sem deixar vítimas, mas gerando pânico entre a população local. É o primeiro projétil deste tipo disparado contra Israel desde o cessar-fogo firmado há duas semanas, após a ofensiva militar contra o grupo islâmico.  Veja também:Linha do tempo dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza      O ataque ocorre no momento em que uma delegação do Hamas discute os termos de uma trégua de longo prazo com Israel, por intermédio de negociadores egípcios. O foguete caiu no centro da cidade, em uma estrada próxima a três edifícios por volta das 7h (3h, Brasília), perto de um horário de grande movimentação na região. O encarregado da segurança em Ashkelon, Shlomo Cohen, acusou o movimento islâmico Hamas pelo ataque. "Até agora os foguetes pareciam terem sido disparados por outros grupos, mas dessa vez achamos que se trata do Hamas porque é um Grad", declarou. Após uma reunião de líderes de Israel - o primeiro-ministro Ehud Olmert, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, e o ministro da Defesa, Ehud Barak - o porta-voz de Olmert, Mark Regev, repetiu a advertência sobre as "graves consequências", caso o lançamento de foguetes prossiga. "O Hamas está brincando com fogo e somente eles serão responsáveis pela destruição dos que estão em paz", disse Regev. "Toda a comunidade internacional entenderá se houver uma nova escalada, que será resultado direto do comportamento extremista, irresponsável e niilista do Hamas." Moradores da cidade de Rafah, no sul de Gaza, disseram ter recebido mensagens, por telefone, de advertência dos militares israelenses. Esses moradores foram orientados a permanecerem em suas casas, por causa de um suposto ataque aéreo iminente. Rafah, na fronteira do Egito, é um centro de contrabando de produtos e armas no território palestino, através de túneis que passam sob a fronteira. As mensagens gravadas, em árabe, dizem que as pessoas que trabalham nos túneis, vivem perto deles ou estão "dando apoio logístico aos terroristas" devem deixar a área imediatamente. Cerca de 1.300 palestinos morreram na operação militar de Israel em Gaza. Nos mesmos 22 dias de confrontos, morreram 13 palestinos. A permanência da violência poderia prejudicar o governo de Tzipi Livni nas eleições gerais do dia 10 e fortalecer o linha-dura Benjamin Netanyahu. O oposicionista está na frente nas pesquisas

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