Hamas critica Israel por possível escalada militar em Gaza

Jerusalém declarou nesta quarta a organização como 'terrorista' e Faixa de Gaza como 'território inimigo'

Efe,

19 de setembro de 2007 | 11h12

O porta-voz oficial do Hamas, Sami Abu Zuhri, respondeu nesta quarta-feira, 19, à declaração de Israel afirmando que a decisão do país de considerar o grupo islâmico como "terrorista" e a Faixa de Gaza como "território inimigo" é uma "clara indicação de sua escalada militar contra Gaza".   Vale também: Israel declara oficialmente Gaza 'entidade inimiga'   Para representante do Movimento da Resistência Islâmica, a decisão será um "castigo coletivo ao povo palestino".   Khaled al Batsh, um dos líderes da jihad Islâmica - outro dos grupos que se responsabiliza, junto do Hamas, pelo lançamento de foguetes contra Israel -, considerou que a declaração "deixa os palestinos órfãso de seis direitos primordiais".   A nova consideração de Jerusalém pode levar à imposição de medidas de punição e restrições ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de pessoas. As restrições poderiam afetar os serviços de eletricidade, combustíveis e outras provisões e mercadorias que Israel vende a Gaza, de acordo com a emissora.   Também podem sofrer restrições o trânsito de pessoas entre Gaza e Israel e as transferências de dinheiro que envolvam o território.   O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, foi quem propôs ao Gabinete de Assuntos Políticos e de Segurança de Israel declarar Gaza um território inimigo para justificar a aplicação das eventuais sanções.   A rádio afirmou que Israel descarta, no entanto, uma operação militar em grande escala em Gaza devido à tensão com a Síria na fronteira norte do país.

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