Hamas divulga mensagem de Gilad Shalit

Militar israelense diz que seu estado de saúde piorou e critica falta de interesse do goveno pelo seu caso

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 16h09

O braço armado do movimento islâmico Hamas divulgou nesta segunda-feira, 25, em seu site uma mensagem de áudio do soldado israelense Gilad Shalit, cativo há um ano, no qual afirma que seu estado de saúde está piorando e que precisa ser levado urgentemente para um hospital. A gravação do soldado é a primeira desde que foi capturado por milícias palestinas há um ano. "Sou o soldado Gilad Shalit, cativo das Brigadas de Ezzedin al-Qassam", afirma o militar,ao iniciar a gravação, na qual revela que "minha situação de saúde está deteriorada e preciso de tratamento em um hospital". Shalit foi feito refém em 25 de junho de 2006 por militantes palestinos que entraram em Israel partindo da Faixa de Gaza. Cativeiro em Gaza Uma TV israelense disse no domingo que um soldado de Israel capturado há um ano está sendo mantido numa sala subterrânea de um prédio cheio de armadilhas explosivas no sul da Faixa de Gaza. A reportagem do Canal 2 israelense disse que Shalit está nos arredores do campo de refugiados de Shaboura, perto da cidade de Rafah, no sul do território litorâneo. O repórter diz que suas informações vêm de fontes do Hamas. Autoridades israelenses não quiseram comentar a informação, e uma fonte representando um dos três grupos militantes que assumiram o seqüestro disse que a reportagem é fruto de "especulação e imaginação". A reportagem diz que dois homens vigiam Shalit e desenvolveram uma relação "cordial" com o refém. O cativeiro seria um depósito subterrâneo de dois cômodos, com mantimentos suficientes para duas semanas, acessível por uma escada num poço de 15 metros repleto de explosivos. Segundo o canal, os seqüestradores recebem mantimentos e recortes de jornais a cada duas semanas e foram orientados a cuidar bem do prisioneiro. No ano passado, os seqüestradores se recusaram a aceitar um par de óculos enviado pelos pais do soldado porque temiam a presença de algum minúsculo equipamento que denunciasse o cativeiro.

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