Hamas diz que Israel precisa aceitar demandas palestinas ou enfrentar guerra longa

A oferta feita à delegação palestina no Cairo não atende às aspirações da população, disse o líder do Hamas para assuntos internacionais, Osama Hamdan, aumentando as dúvidas sobre as chances de um acordo de trégua com Israel nas negociações intermediadas pelo Egito.

REUTERS

16 de agosto de 2014 | 14h35

Hamdan disse em sua página no Facebook neste sábado que "Israel precisa aceitar as demandas do povo palestino ou encarar uma longa guerra".

Israel lançou sua campanha militar em 8 de julho para reprimir o lançamento de foguetes do Hamas partindo de Gaza. As Nações Unidas disseram que 425 mil pessoas, dos 1,8 milhão de habitantes de Gaza, foram deslocadas pela guerra, que já matou mais de 1.900 palestinos e 67 israelenses.

A maioria dos mortos palestinos são civis, disseram funcionários de hospitais no pequeno território, densamente povoado.

Israel e os palestinos concordaram na quarta-feira em estender um acordo de cessar-fogo em Gaza por cinco dias para continuar as negociações indiretas sobre uma trégua duradoura. O cessar-fogo expira na segunda-feira.

Os dois lados não estão se encontrando frente a frente no Cairo, uma vez que Israel considera o Hamas, que defende sua destruição, um grupo terrorista.

Exigências do Hamas incluem levantar o bloqueio a Gaza e reduzir restrições à circulação dos moradores do território, disse à televisão Al-Aqsa Hamas o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, na semana passada.

(Por Ali Abdelatty)

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