Hamas diz que libertação de Shalit é improvável a curto prazo

Fontes do movimento islâmico acusam Israel de se recusar a libertar presos e ameaçam paralisar negociação

Efe,

11 de dezembro de 2009 | 09h25

A troca entre o Hamas e Israel do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit por centenas de prisioneiros palestinos é "improvável" a curto prazo, segundo fontes oficiais do movimento islâmico citadas hoje pelo jornal árabe "Al Hayyat".

As fontes acusam Israel de rejeitar a libertação de 100 dos 450 presos ligados ao Hamas  em uma primeira fase da troca, e ameaçam revelar o conteúdo das negociações, caso o Estado judeu persista em sua atitude.

As declarações do Hamas ocorrem depois que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que também é líder do Fatah, advertiu no início da semana, no Cairo, sobre uma estagnação das negociações para a troca.

Segundo a imprensa local, Israel teria se recusado a libertar vários presos palestinos com delitos de sangue, assim como Marwan Barghouti, dirigente de Fatah e preso por cumplicidade na organização de atentados.

Barghouti é considerado o provável sucessor de Abbas como líder do Fatah, e sua libertação, graças a uma gestão do Hamas, rival do movimento nacionalista, significaria um enfraquecimento político do atual presidente palestino, com consequências imprevisíveis.

De acordo com fontes diplomáticas, os Estados Unidos e vários países ocidentais teriam pressionado as autoridades israelenses para que a libertação de Barghouti não fizesse parte da troca, a fim de preservar a autoridade de Abbas, de caráter moderado.

Gilad Shalit foi sequestrado há três anos na fronteira entre Israel e Gaza por três grupos armados, entre eles o Hamas, e a imprensa israelense afirmou há duas semanas que as negociações de mediadores alemães para a libertação do soldado em troca de centenas de presos palestinos estavam perto de acabar com sucesso.  

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