Hamas diz ter cessado ataques em Gaza por 24h e cogita trégua

Facção islâmica palestina diz que considera cessar-fogo mais longo se Israel suspender embargo ao território

Reuters,

22 de dezembro de 2008 | 11h32

Os grupos palestinos armados na Faixa de Gaza interromperam por 24 horas o lançamento de foguetes contra Israel, atendendo a pedidos dos mediadores egípcios, informou uma importante autoridade do Hamas nesta segunda-feira, 22. Ayman Taha disse que o breve cessar-fogo entrou em vigor na noite de domingo. Ele disse que o Hamas deve considerar uma trégua mais longa caso Israel também cesse todos os ataques militares em Gaza, além de suspender o embargo ao território, que é bastante pobre.  "O Hamas e outras facções concordaram em dar uma chance à mediação egípcia e mostrar que o problema sempre esteve no lado de Israel", disse Taha. "Se tivesse havido uma nova oferta (de trégua) que atendesse às nossas demandas, então poderíamos tê-la estudado". Questionado sobre as declarações de Taha, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que "não são verdadeiras". Autoridades do governo israelense não estavam disponíveis para comentar o assunto. O porta-voz do Exército israelense disse que, na noite de domingo, os palestinos em Gaza lançaram pelo menos um foguete e quatro morteiros contra Israel. Uma trégua de seis meses acabou na sexta-feira, com um aumento nos incidentes na fronteira. Israel disse que uma ofensiva mais ampla está sendo preparada, e os principais candidatos à sucessão do primeiro-ministro Ehud Olmert na eleição de 10 de fevereiro prometem derrubar o Hamas se forem os escolhidos. Mas um membro do gabinete de segurança questionou a eficácia de longo prazo de uma ação militar no miserável e super populoso território litorâneo, e que uma nova trégua, depois da que foi mediada pelo Egito, poderia ser uma opção. "A calma, naturalmente, é uma alternativa, e é uma alternativa que pode ser seriamente examinada", disse o ministro do Bem-Estar, Isaac Herzog, à Rádio Israel. "Eu, como muitos dos meus colegas, estou pronto para considerar a continuação da calma, nos termos que forem confortáveis para Israel." Durante a trégua, o Hamas acusou Israel de má-fé por manter fechados os acessos a Gaza, causando dificuldades aos 1,5 milhão de habitantes. Israel diz que fechou a fronteira, interrompendo os fluxos comerciais e humanitários, devido a ameaças de ataque contra seu território. Muitos israelenses se mostraram indignados pela falta de avanços, durante a trégua, nas negociações para a devolução de um soldado seqüestrado em Gaza. Desde o fim da trégua, dezenas de morteiros e foguetes de curto alcance, a maioria de propriedade do grupo Jihad Islâmica, foram disparados de Gaza contra Israel. No fim de semana, um bombardeio israelense matou um militante palestino.

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