Hamas é acusado de torturar e matar crítico ao grupo em Gaza

Um homem palestino acusou militantes do Hamas de torturar e matar seu irmão por ter criticado o grupo publicamente na Faixa de Gaza. O professor Osama Atallah era adepto ao movimento Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e inimigo declarado do Hamas. Desde 2007 o Fatah tem o controle da Faixa de Gaza, após homens armados do grupo terem expulsado o Fatah da região. Seu irmão Bassam disse, nesta quinta-feira, que homens armados mascarados chegaram de jipe à casa da família, na cidade de Gaza, na terça-feira. Eles se identificaram como membros da segurança interna do Hamas e levaram seu irmão Osama. Segundo Bassam, o serviço de segurança do Hamas disse à família de Osama que ele seria liberado em algumas horas. Mas uma autoridade do governo do Hamas, que também é membro da família Atallah, negou que o professor estivesse sob custódia. Mais tarde, a família recebeu um telefonema de hospital informando que Osama Atallah estava em estado crítico. Ele não resistiu e morreu. Cerca de 1.300 palestinos foram mortos durante uma ofensiva israelense que durou 22 dias na Faixa de Gaza, este mês, segundo números de um grupo de direitos humanos em Gaza. Ibrahim Abu An-Naja, autoridade de alta patente do Fatah na Faixa de Gaza, disse em comunicado que de quatro a oito membros do Fatah foram mortos pelo Hamas durante a guerra com Israel. Fontes disseram que Osama Atallah, ativista do Fatah, foi ameaçado pela Hamas "por conta de pública e contínua crítica ao desempenho das milícias dos Hamas em Gaza".

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