Hamas e Fatah decidem abrir diálogo após iniciativa do Yemen

Documento afirma que grupos 'concordam em voltar às situações existentes antes dos eventos em Gaza'

Efe,

23 de março de 2008 | 10h36

O movimento nacionalista palestina Fatah e o grupo islâmico Hamas chegaram neste domingo, 23, a um acordo, após três dias de discussão, para abrir negociações, segundo a agenda promovida pelo presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh. Segundo um documento assinado por ambas as partes e divulgado à imprensa, os dois movimentos declaram aceitar a "iniciativa iemenita como marco para retomar o diálogo entre os dois movimentos".   O texto do documento afirma que os dois movimentos "concordam em voltar às situações existentes antes dos eventos em Gaza", em referência à tomada do poder pelo Hamas deste território palestino em junho de 2007, denunciada pelo Fatah como ilegítima. De acordo com um alto funcionário do Hamas, as conversações diretas serão retomadas em 5 de abril, e a primeira rodada de negociações será realizada em território palestino.   A "Declaração de Sana" foi assinada por Moussa Abu Marzuq, por parte do Hamas, e por Azzam al-Ahmad, pelo lado do Fatah, que assim colocaram fim a conversas iniciadas na quinta-feira passada, mas que até então não tinham dado resultados.   Após a assinatura do documento conjunto, Abu Marzuq ressaltou que as duas partes querem, "antes de tudo, preservar a unidade do povo palestino".   Em janeiro passado, o presidente iemenita apresentou a iniciativa de sete pontos, entre eles a realização de eleições antecipadas e o reinício das negociações entre as duas facções com base nos acordos do Cairo, de 2005, e de Meca, de 2007. Também contempla a reconstrução do aparelho de segurança palestino sobre uma base nacional, sem interferências das facções e sob o comando das autoridades superiores e do Governo de união nacional.

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