Hamas e Fatah mataram inocentes na Faixa de Gaza, diz relatório

O Hamas e a Fatah cometeram"graves violações" das leis internacionais na rápida guerracivil travada em junho dentro da Faixa de Gaza, afirmou naterça-feira um grupo palestino de defesa dos direitos humanos,detalhando vários casos de execuções extrajudiciais. Em um novo relatório, o Centro Palestino para os DireitosHumanos (PCHR) disse que 161 palestinos, entre os quais 41civis, foram mortos durante os combates travados de 7 a 14 dejunho. Ao final do conflito, o Hamas, um grupo islâmico,assumiu o controle do território, expulsando dali as forças daFatah, um grupo secular. "Os dois lados cometeram graves violações de cláusulasconstantes das leis internacionais e referentes aos conflitosinternos armados, incluindo assassinatos extrajudiciais edolosos, além de casos nos quais combatentes e civis foramalvejados após terem sido capturados", disse o PCHR. Em alguns episódios, pessoas foram capturadas por homensarmados dentro de suas casas e os corpos delas apareceram maistarde em áreas remotas. "O PCHR também documentou vários casos nos quais militantesexecutaram pessoas feridas quando essas pessoas saíam dehospitais", afirmou o relatório de 105 páginas, citando otestemunho de parentes dos mortos. Ao menos duas pessoas -- um combatente da Fatah e um membrodo Hamas -- morreram após terem sido empurradas do alto deprédios, disse a entidade, principal grupo palestino de defesados direitos humanos na Faixa de Gaza. Segundo a organização, militantes "negligenciaram a vida decivis" ao transformarem o terraço de prédios de apartamento embases de ataque e ao montarem barreiras em áreas de grandedensidade populacional. "Dezenas de casas foram destruídas e muitas casas eapartamentos ficaram danificados", afirmou o relatório. O PCHR conclamou tanto o Hamas quanto a Fatah a formaremcomitês independentes de investigação a fim de analisar aconduta de seus combatentes durante os conflitos. Manifestando-se sobre o documento, Sami Abu Zuhri, umaautoridade do Hamas, disse que o PCHR deixou de examinar "osassassinatos e os atos de sabotagem" cometidos antes dosconflitos de junho pelos serviços de segurança controlados pelaFatah. "Portanto, os incidentes (de junho) foram uma resposta àspráticas dos serviços de segurança", afirmou. Segundo Hazem Abu Shanab, um líder da Fatah, a facçãodefende a tomada de ações legais contra "todos os que violaram(a lei)", independentemente de sua filiação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.