Hamas e Fatah retomam o diálogo nesta semana no Egito

País se esforça para mediar governo de união nacional palestino e convocar eleições para janeiro

Efe,

13 de julho de 2009 | 12h35

O diálogo entre o movimento islâmico Hamas e o grupo nacionalista palestino Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, será retomado no próximo sábado, 18, no Cairo, disseram fontes islâmicas nesta segunda-feira, 13.

 

Uma delegação egípcia liderada pelo general Mohammed Ibrahim, assessor do chefe da inteligência do Egito, Omar Suleiman, retornou no domingo, 12, ao Cairo, após reuniões nos últimos três dias com representantes das facções políticas palestinas.

 

O alto funcionário do Hamas Ismail Radwan disse que no encontro serão abordadas "todas as questões pendentes que obstruem um acordo de reconciliação, em particular a questão dos presos políticos".

 

Cairo, que faz a mediação desde o início do ano para conseguir a formação de um governo de união nacional palestino e a organização de eleições para janeiro, tinha dado às facções até o último dia 7 para alcançar um acordo, prazo expirado sem que elas tenham chegado a algum compromisso.

 

Detenções

 

Radwan disse que um dos maiores obstáculos que obstruem a assinatura de um acordo de reconciliação são as contínuas detenções de membros do Hamas na Cisjordânia, assim como a coordenação em matéria de segurança com Israel mantida pelas forças da ordem da ANP.

 

Omer Abdel Razeq, deputado do Hamas na Cisjordânia, disse aos meios de comunicação que "a decisão recente de Abbas de libertar vários presos do Hamas é uma iniciativa positiva, mas não suficiente".

 

O Hamas calcula que as forças de segurança de Abbas retêm 850 membros de seu grupo em prisões da Cisjordânia.

 

Abdel Razeq disse que a maior parte está presa sem que tenham sido apresentadas acusações contra eles, e muitos já cumpriram suas sentenças de prisão.

 

Faisal Abu Shahla, deputado do Fatah em Gaza, disse que as questões pendentes relacionadas às forças de segurança conjuntas em Gaza, o governo e o sistema eleitoral "continuam sem serem resolvidos".

 

Sobre os prisioneiros políticos tanto em Gaza quanto na Cisjordânia, Abu Shahla disse que "as detenções políticas acabarão assim que as duas partes colocarem fim nas suas desavenças políticas e geográficas".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.