Hamas e Israel desmentem acordo preliminar para trégua

Jornal afirma que presidente egípcio teria afirmado que Cairo teria conseguido sucesso nas negociações

Efe,

22 de abril de 2008 | 10h07

Israel e o movimento islâmico Hamas desmentiram que tenham pactuado, com a mediação do Egito, uma minuta de acordo pelo qual o grupo palestino declarará uma trégua, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 22, por um jornal egípcio. Ismail Radwan, porta-voz do Hamas, disse na Faixa de Gaza que "a informação é inexata" e que, por enquanto, não se chegou a nenhum acordo.   Segundo o jornal governista egípcio Al-Ahram, o general Omar Suleiman, chefe dos serviços de inteligência do Egito e principal mediador no conflito israelense-palestino, será o encarregado de transferir o resultado destes contatos a Israel. O jornal, de maior tiragem do país, não deu mais detalhes sobre o conteúdo do suposto acordo.   "O Hamas ainda está esperando uma resposta (de Israel) à oferta de trégua apresentada (pelo Egito) ao movimento", disse o porta-voz. Dois altos dirigentes do Hamas, Mahmoud Zahar e Said Siyam, visitaram o Cairo na semana passada, onde se encontraram com Suleiman. Não foi divulgado o resultado desse encontro, mas fontes palestinas informaram depois que havia um consenso entre as duas partes em todos os assuntos, menos em um ponto.   Em qualquer caso, Radwan disse que seu movimento não aceitará um cessar-fogo até que Israel o aceite também. "O problema está no lado sionista e, por enquanto, não posso dizer que haja a mesma vontade (de trégua) no lado israelense", disse. Radwan acrescentou que o Hamas condicionou qualquer trégua a uma situação de "reciprocidade", e que deverá incluir a suspensão do cerco à Faixa de Gaza, em vigor desde meados de 2007.   Fontes governamentais israelenses disseram não saber de "nenhuma negociação para um acordo" com o Hamas. "O Hamas é considerado uma organização terrorista e assim continua sendo, responsável pelos últimos atentados, entre eles contra várias passagens fronteiriças em Gaza", disseram as fontes ao jornal Yedioth Ahronoth.   Israel comemora esta semana a festividade judaica do Pessach, um dos mais importantes feriados judeus, e o primeiro-ministro Ehud Olmert está de férias, por isso o general Suleiman deve ir ao país só depois do próximo sábado.

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