Hamas está comprando terras em Jerusalém, diz Israel

Segundo chefe de segurança, grupo islamista possui cerca de 4.000 foguetes que podem alcançar Israel

Estadão.com.br

15 de junho de 2010 | 13h05

O chefe da segurança de Shin Bet, Yuval Diskin, disse nesta terça-feira que o grupo islâmico Hamas estava ocupado comprando terras no território municipal de Jerusalém, de acordo com o jornal Ha'aretz.

 

Falando no Comitê Knesset de Relações Exteriores e Defesa, Diskin acrescentou que forças centrais atualmente operando em Jerusalém Ocidental são a Autoridade Palestina, o Hamas e o Movimento Islâmico. Ele explicou que eles estavam competindo uns com os outros por influência e presença na área.

 

Mais cedo durante a reunião, Diskin advertiu que levantar o bloqueio naval em Gaza, imposto a três anos atrás quando o Hamas lutou pelo poder na Faixa de Gaza em um violento golpe, seria "um desenvolvimento perigoso para Israel".

 

"Seria uma grande brecha na segurança, mesmo se os navios fossem inspecionados ao longo do caminho nos portos internacionais na rota de Gaza", ele avisou. Um porto no Chipre foi mencionado durante o encontro, já que foi o porto onde os navios pertencentes à frota de ajuda humanitária que foi atacada por Israel ao tentar furar o bloqueio a Gaza.

 

Diskin acrescentou que organizações terroristas em Gaza continuam a se armar e ganhar força, ambos com produção independente de armas e por roubo.

 

"O Hamas e a Jihad Islâmica estão sobre posse de 5.000 foguetes na Faixa de Gaza, com um alcance de 40 km", explicou Diskin. "Claro que 4.000 foguetes pertencem ao Hamas".

 

O Hamas também possui diversos foguetes que podem alcançar o centro de Israel", continuou Diskin.

 

O diretor da Shin Bet também endereçou o desejo de Israel de aliviar o bloqueio a Gaza, dizendo que "não há crise humanitária na Faixa de Gaza. Eu não tenho nenhum problema de facilitar a transferência de bens vindos de Israel. Mas armas estão sendo roubadas agora mesmo em Sinai."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.