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Hamas impõe condições para acordo; Israel diz ter matado líder

Não haverá cessar-fogo enquanto tiver ataques em Gaza; Amir Mansi teria sido morto em ofensiva terrestre

Agências Internacionais,

10 de janeiro de 2009 | 22h11

Tanques e aviões israelenses atacaram neste sábado, 10, a Faixa de Gaza, o que teria provocado a morte de Amir Mansi, líder do Hamas. Do outro lado, militates do Hamas lançaram foguetes em direção ao Estado judeu, enquanto ambas as partes desafiaram os esforços internacionais para deter o conflito na região. Israel também jogou panfletos em Gaza que advertiam a população para a intensificação dos ataques. Já o líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, afirmou no Cairo que seu grupo não aceitaria um cessar-fogo na zona de conflito até Israel pôr fim em sua ofensiva no território palestino e a interrupção do bloqueio, além da abertura das passagens fronteiriças.   Veja também: Milhares de europeus protestam contra ofensiva em Gaza Presidente da ANP diz que 'agressão' deve parar Israel mira novos alvos; 9 mortos em ataque com tanque Após fracasso da ONU, Egito tenta cessar-fogo ONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em Gaza Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       "Que Israel se retire primeiro, que a agressão pare primeiro, que as fronteiras se abram e logo a gente pode considerar falar sobre paz", afirmou Meshaal, num discurso inflamado transmitido pela rede de TV Al-Jazeera em Damasco. Além disso, o líder acusou o Estado judeu de estar perpetrando um "holocausto" em Gaza e e convertendo território num "mar de sangue". "Pergunto aos israelenses: o que têm conseguido com esta guerra? O que têm obtido além de matar crianças inocentes e criar um rastro de crânios despedaçados e um mar de sangue afogando Gaza".   As forças israelenses mataram ao menos 26 pessoas neste sábado, entre elas oito pessoas de uma mesma família, ao norte da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, aumentando a cifra de vítimas palestinas da guerra para 843 em duas semanas de conflito na região. Desde o começo da ofensiva em 27 de dezembro, 13 israelenses morreram, entre eles, três civis.   Israel afirma que um ataque aéreo na região do campo de refugiados de Jabalya, ao norte da Faixa de Gaza, causou a morte de Amir Mansi, um alto comandante do Hamas. Médicos palestinos disseram que um adulto e duas crianças morreram no local, mas que o estado de Mansi era incerto. O Estado judeu negou ter disparado os projéteis que provocaram a morte dos oito membros da família Abu Rayya.   Os combates continuaram mesmo durante o cessar-fogo de três horas, que Israel estabeleceu para que a ajuda humanitária pudesse entrar em Gaza. "No próximo período, o exército israelense continuará atacando túneis, depósitos de armas e terroristas aumentando seu poder na Faixa de Gaza", diziam os panfletos distribuídos aos residentes do campo de refugiados de Rafah, na fronteira com o Egito.

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