Hamas 'lançará foguetes enquanto Israel mantiver ocupação'

Em meio a bloqueio israelense, líder diz que trégua só virá quando Israel voltar às fronteiras de 1967

REUTERS

22 de janeiro de 2008 | 17h26

Os palestinos vão continuar disparando foguetes contra Israel enquanto o Estado judeu seguir atacando Gaza e a Cisjordânia, afirmou nesta terça-feira, 22, o líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal.  Veja TambémIsrael alivia bloqueio e Gaza volta a ter luzConselho de Segurança analisa bloqueio     Protesto na fronteira com Egito deixa 60 feridas O grupo islâmico, no entanto, irá levar em conta qualquer acordo que coloque um fim aos ataques israelenses e restabeleça os direitos dos palestinos, disse Meshaal em entrevista à Reuters. As condições são os termos de uma trégua de longa duração proposta pelo Hamas, que prevê o retorno de Israel a suas fronteiras anteriores à 1967.  O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho do ano passado, prega a destruição de Israel e está fora das negociações de paz conduzidas por seus rivais palestinos da facção laica Fatah.  "Estamos tratando com um comportamento sionista agressivo. Deixem Israel parar sua agressão e sua ocupação de terras palestinas e a resistência, incluindo os foguetes, irão parar", disse Meshaal em entrevista na capital síria.  "Se os sionistas fizerem uma oferta, nós iremos estudá-la. Nossa causa tem como base a calma. O inimigo não irá nos derrotar." Israel impôs um bloqueio à Faixa de Gaza no fim de semana passado, e vinha atuando em uma campanha de ataques cujo objetivo, diz o Estado judeu, é acabar com o lançamento de foguetes perpetrados por militantes palestinos.  O resultado imediato do bloqueio, ainda no fim de semana passado, foi um grande black out no território. Pressionado pela comunidade internacional, Israel aliviou temporariamente o embargo nesta terça-feira, permitindo a entrada de combustível e bens de primeira necessidade em Gaza. Líderes do Hamas ofereceram uma trégua de longo prazo a Israel em troca de um Estado palestino viável na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.  O grupo continua dizendo que não vai reconhecer Israel formalmente e nas suas diretrizes, datadas de 1988, pede-se a destruição do Estado judeu.  

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