Hamas liberta prisioneiros da Fatah na Faixa de Gaza

O Hamas soltou 17 integrantes da facção rival Fatah na quinta-feira, descrevendo-os pela primeira vez como prisioneiros políticos e afirmando tê-los libertado como gesto de boa vontade antes de negociações sobre a unidade palestina. "A fim de prover uma atmosfera positiva para o diálogo, decidimos libertar todos os prisioneiros políticos mantidos encarcerados na Faixa de Gaza", afirmou o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, durante a cerimônia de formatura de uma turma de recrutas da polícia. O dirigente disse que o número daqueles prisioneiros era de "quase 20". A Fatah, que perdeu o controle sobre a Faixa de Gaza para o Hamas durante conflitos ocorridos em janeiro de 2007, afirmou que dezenas de seus membros haviam sido detidos desde que o grupo islâmico expulsou-o do território. Várias horas depois do pronunciamento de Haniyeh, correspondentes da Reuters viram 17 homens da Fatah caminhando para fora de uma prisão. "Com a libertação dos 17 prisioneiros políticos, declaramos o fim da detenção por motivos políticos na Faixa de Gaza", disse Taher al-Nono, porta-voz do governo do Hamas no território. O Egito convidou 13 facções palestinas, entre as quais o Hamas e a Fatah, para o diálogo de reconciliação a ser travado no Cairo, no dia 9 de novembro. Haniyeh afirmou estar "cautelosamente otimista" a respeito das chances de sucesso desse encontro. Segundo o Hamas, os membros da Fatah mantidos sob custódia na Faixa de Gaza haviam cometido crimes. O grupo islâmico negava até agora qualquer motivação política para detê-los. Fahmi al-Zaarir, porta-voz da Fatah, disse que Haniyeh finalmente havia reconhecido que seu grupo "vinha sequestrando homens da Fatah na Faixa de Gaza por causa somente de suas opiniões políticas". O Hamas diz que os serviços de segurança da Fatah na Cisjordânia mantêm detidos 400 de seus simpatizantes. "Conclamamos a Fatah a agir de forma semelhante e a libertar os membros do Hamas detidos ali", afirmou Nono.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.