Hamas mata colaboradores e membros do Fatah, diz jornal

Jornalista israelense afirma que medidas repressivas foram adotadas contra quem colocaria em perigo o grupo

Efe,

08 de janeiro de 2009 | 12h43

O movimento islâmico Hamas estabeleceu um regime de repressão na Faixa de Gaza e assassinou um número indeterminado de supostos colaboradores, incluindo membros do Fatah, desde o início da ofensiva militar de Israel há 13 dias, informa a edição desta quinta-feira, 8, do jornal israelense Haaretz. "O Hamas adotou medidas repressivas contra todos aqueles que acham que podem colocar em perigo a luta contra Israel, seu governo ou a moral do público", afirma, em artigo, a jornalista israelense Amira Hass, que viveu muitos anos nos territórios palestinos.   Veja também: 'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Mísseis do Líbano contra Israel ameaçam 2º front da guerra Israel intensifica bombardeio em Gaza no 13.º dia de ataques Assembleia da ONU convoca reunião de emergência França provoca confusão ao anunciar cessar-fogo  Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Segundo a repórter, premiada em vários países por seu trabalho nos territórios palestinos e suas persistentes denúncias contra a ocupação israelense, os objetivos desta repressão são "ativistas do partido Fatah, condenados, suspeitos de colaboracionismo com Israel e simples criminosos". "Na Faixa de Gaza, falam de entre 40 e 80 assassinados, mas é impossível confirmar esta informação", diz Hass.   Fontes do Hamas confirmam ao jornal execuções de um número indeterminado de colaboradores, mas não deram detalhes de quem ou quantos eram, mas que se tratava de pessoas que confessaram ter dado informações aos serviços secretos israelenses pelas quais palestinos morreram. Também lhe confirmaram as execuções de réus que já tinham sido condenados à morte, mas cuja punição estava pendente por diversas razões. "As execuções são feitas em segredo", afirma a jornalista, que menciona que há um contêiner em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde as famílias vão recolher os corpos dos executados. Hass também expõe as denúncias de ativistas do Fatah de que o Hamas lhes incluiu na "lista de colaboradores" para retirá-los.   Uma fonte no Ministério do Interior do Hamas em Gaza disse ao jornal que foram tomadas "medidas" contra ativistas do Fatah que "ficaram felizes" com os bombardeios israelenses e "distribuíram balas" nas ruas no início dos ataques aéreos, em 27 de dezembro. Fontes da Organização para a Libertação Palestina (OLP) na Cisjordânia, que pediram para não ser identificadas, confirmaram que, nos últimos dias, foram assassinados pelo Hamas membros do Fatah em Gaza, mas não conseguiram precisar o número nem os motivos.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelpalestinosHamas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.