Hamas não descarta diálogo direto com EUA

Governo americano é capaz de estabelecer tranquilidade em várias regiões, diz dirigente do grupo

Efe,

29 de outubro de 2009 | 11h27

O dirigente do grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza e deposto primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniyeh, sugeriu nesta quinta-feira, 29, que seu movimento, controlador do citado palestino, não descarta iniciar um diálogo direto com o governo dos EUA.

 

O líder do Hamas disse a um grupo de médicos americanos e ativistas estrangeiros que visitaram Gaza que seu movimento "não se envergonharia" de iniciar um contato direto com o Executivo do presidente americano, Barack Obama.

 

"A administração americana é capaz de fazer mudanças e criar uma situação tranquila e estável em todas as regiões e campos, principalmente no que se refere ao conflito árabe-israelense, se fizer isso de forma equilibrada", disse Haniyeh, diante do grupo de convidados estrangeiros. O ex-premiê acrescentou que seu movimento percebe "com certo otimismo o novo governo americano".

 

A Faixa de Gaza, sob controle do Hamas desde junho de 2007, quando o grupo enfrentou as forças leais à Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, recebeu nos últimos dois anos várias delegações de diplomatas estrangeiros, entre eles dos EUA e da União Europeia (UE), assim como ativistas.

 

Estes grupos geralmente se encontraram com alguns dirigentes do movimento islâmico, para expressar solidariedade ao povo palestino frente ao bloqueio imposto a Gaza por Israel.

 

O Quarteto para Oriente Médio, formado por EUA, UE, ONU e Rússia, mantém vetado o movimento Hamas e rejeita qualquer tipo de diálogo até que o grupo reconheça Israel, os acordos assinados pelos palestinos com esse país e renuncie às armas.

 

O Hamas se nega a reconhecer o Estado judeu, mas sugeriu que estaria disposto a aceitar o estabelecimento de um Estado palestino sobre as fronteiras anteriores à guerra de 1967 e que conviva junto a Israel, por um prazo de dez anos no qual se respeitaria uma interrupção de hostilidades entre os dois Estados.

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