Hamas oferece trégua se Israel aceitar retirada em uma semana

Proposta islâmica, que vigoraria por 1 ano, pede abertura das fronteiras; Estado judeu deve se decidir nesta 5.ª

AP e Reuters,

15 Janeiro 2009 | 17h05

O grupo islâmico Hamas disse ao Egito que aceitaria um cessar-fogo renovável de um ano na Faixa de Gaza se Israel retirasse suas forças em uma semana e reabrisse os enclaves fronteiriços imediatamente, disseram à agência Reuters fontes diplomáticas e do Hamas.   Veja também: Premiê diz que ataque à ONU em Gaza foi resposta a tiros Ministro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelenses Invasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízos Há elementos para encerrar guerra 'agora', diz Ban ONU: há elementos para encerrar invasão 'agora'  Número de mortos em Gaza já passa de mil  Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques         As fontes, falando sob anonimato, disseram que o Egito apresentou a posição islâmica a Israel para ser avaliada. Espera-se que os líderes israelenses façam decisões sobre a proposta de cessar-fogo egípcia ainda nesta quinta-feira, após uma conversa com seu enviado ao Cairo para reuniões com mediadores egípcios.   Para aceitar a proposta egípcia, Israel havia exigido que o Hamas parasse de lançar foguetes contra o sul do país e pedia garantias à comunidade internacional e aos egípcios de que o contrabando de armas pelos túneis na fronteira com Egito acabasse.   O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que espera uma decisão importante de Israel nesta quinta. "Eu entendo que hoje o governo de Israel tomará uma importante decisão sobre o cessar-fogo. Eu espero que a decisão seja a certa", afirmou.   O plano negociado pelo Egito prevê um cessar-fogo temporário, seguido de uma trégua de longo prazo e a abertura das fronteiras de Gaza com a presença de oficiais da Autoridade Nacional Palestina (ANP), lideradas pelo presidente Mahmoud Abbas, que perderam o controle da região para o Hamas em 2007.

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