Hamas promete continuar luta mesmo com trégua israelense

Líder do grupo islâmico no Líbano afirma que a conflito só vai acabar após fim da ocupação de Israel em Gaza

Efe

17 de janeiro de 2009 | 09h11

O líder do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, afirmou neste sábado, 17, que a luta do movimento islâmico continuará enquanto houver ocupação israelense, mesmo que Israel suspenda unilateralmente os ataques na Faixa de Gaza. A votação do gabinete israelense para o fim da ofensiva, que já entrou na terceira semana e matou mais de 1.200 pessoas, está prevista para este sábado. "A batalha não acabou e não terminará com a suspensão da agressão (israelense), mas, sim, com o fim da ocupação", afirmou Hamdan no Fórum de Apoio à Resistência, que começou nesta sexta, no prédio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Beirute. "Ou escutaremos o que queremos ouvir, ou seguiremos lutando".  O líder do Hamas agradeceu os esforços para o alcance de um cessar-fogo entre as partes em conflito, em referência às mediações do Egito e da Turquia, que Vêm tentando encontrar um acordo entre as partes, uma vez que Israel e Hamas não negociam diretamente entre si. "Não nos declararemos vencidos. Não vamos perder, e, por cada mártir que cai, ficamos mais fortes", declarou. Hamdan aproveitou a oportunidade para reiterar as exigências do Hamas para um cessar-fogo: o fim dos ataques israelenses a Gaza, a suspensão do bloqueio à faixa territorial e a abertura das passagens fronteiriças na região. Além disso, pediu que os culpados dos massacres de palestinos sejam levados à Justiça, e disse que, desde o começo da ofensiva israelense contra Gaza, o Hamas guarda provas para que os responsáveis por tantas mortes sejam julgados. Hamdan também fez um apelo aos países, entre eles os europeus, para que rompam suas relações econômicas e políticas com Israel, e agradeceu os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, por terem decidido cortar os laços com o Estado israelense.

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