Hamas propõe cessar-fogo de um ano, mas Israel quer 18 meses

Grupo palestino pediu suspensão do bloqueio imposto em Gaza por Israel e abertura de postos de controle

Reuters

25 de janeiro de 2009 | 15h52

Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")   Israel propôs aos mediadores egípcios um cessar-fogo de 18 meses com o Hamas, mas o grupo islâmico que controla Gaza quer um cessar-fogo de um ano, informou uma autoridade do Hamas no domingo.     Veja também: Arrasada por guerra, Gaza começa a retomar a rotina Ouça entrevista com correspondente sobre a destruição em Gaza  Guerras no Oriente Médio já custaram US$ 12 tri em 20 anos Israel aprova plano para barrar contrabando de armas para Gaza Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  As imagens da destruição na Faixa de Gaza  "O Hamas ouviu a proposta apresentada por Amos Gilad (autoridade do Ministério da Defesa israelense), de um cessar-fogo de um ano e meio, mas o Hamas apresentou uma contraproposta de somente um ano", disse Ayman Taha a repórteres no Cairo, depois de conversar com autoridades de inteligência do Egito. Taha reiterou os pedidos do grupo pelo fim do bloqueio imposto na Faixa de Gaza, região pobre e devastada, por Israel e pelo Egito. "O grupo (Hamas) pediu a suspensão completa do bloqueio e a abertura de todas os postos de controle", disse Taha. O Hamas propôs aos mediadores egípcios que monitores turcos e europeus estejam presentes nos postos de controle, mas rejeitou a presença de monitores israelenses, dizendo que o monitoramento feito por Israel "é grande parte do problema", de acordo com Taha. Perguntado se as forças do presidente palestino, Amhmoud Abbas, estariam presentes nas fronteiras, Taha disse: "É o Hamas que controla Gaza". O Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, que pertencia ao Fatah, em disputas no ano de 2007. O Egito descartou a possibilidade da passagem de Rafah ser aberta sem a presença da Autoridade Palestina e de observadores da União Europeia. Comentando sobre as negociações, o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, disse à televisão Al Jazeera no domingo que o Hamas não está disposto a mudar a sua posição em benefício de Israel. Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza no fim de dezembro, declarando que seu objetivo era impedir que o Hamas continuasse a lançar foguetes contra as suas comunidades do sul. Cerca de 1.300 palestinos, dos quais pelo menos 700 eram civis, foram mortos na ofensiva de 22 dias. Do lado israelense, morreram apenas 10 soldados e três civis. (Por Aziz El-Kaissouni)

Tudo o que sabemos sobre:
ORMEDHAMASPROPOSTA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.