Hamas reafirma condições para trégua; grupo tem divergências

No Cairo, oficial islâmico diz que impasse está em como dialogar com Israel; representante israelense irá ao Egito

Agências internacionais,

14 de janeiro de 2009 | 16h32

O movimento islâmico Hamas disse nesta quarta-feira, 14, que deu ao Egito suas visões para o plano de cessar-fogo egípcio. "O movimento apresentou uma visão detalhada à liderança egípcia. Não há divergências com eles. A questão é a diferença em como dialogar com o inimigo sionista (Israel) em cláusulas dessa iniciativa", afirmou o oficial do Hamas Salah al-Bardawil em uma coletiva de imprensa no Cairo. Na quinta, um alto representante israelense, Amos Gilad, viajará para o Cairo para negociações sobre o cessar-fogo, informou um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.   Veja também: Número de mortos em Gaza já passa de mil Bin Laden convoca 'jihad' contra Israel em Gaza  Secretário da ONU volta a pedir cessar-fogo  Norte de Israel é atingido por foguetes do Líbano Correspondente do "Estado" fala da 3ª semana do conflito Aumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques      Bardawil se recusou a dar detalhes da resposta do Hamas ao Egito, mas disse que as exigências não seriam apenas a retirada das forças israelenses de Gaza e a abertura permanente de todas as fronteiras. Mais cedo, o dirigente do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, negou que a organização tenha aceitado a iniciativa egípcia, e disse que ainda existem diferenças sobre esse plano.    "Posso dizer claramente que damos as boas-vindas ao papel desempenhado pelo Egito dentro dos limites que decidimos, mas ainda há diferenças e, a menos que estas divergências se resolvam, nossa posição permanecerá como está", destacou Hamdan em entrevista à rede de televisão Al Jazeera.   A proposta egípcia pede um cessar-fogo temporário, seguido de uma trégua de longo prazo e a abertura das fronteiras de Gaza com a presença de oficiais da Autoridade Nacional Palestina (ANP), lideradas pelo presidente Mahmoud Abbas, que perderam o controle da região para o Hamas em 2007.   Nesta quarta-feira, 19.º dia da ofensiva israelense, o número de mortos palestinos subiu para mais de mil. Israel pede que o Hamas suspenda os ataques com foguetes contra o território israelense e garantias de que o movimento não volte a se armar. Dez soldados israelenses e três civis já foram vítimas dos ataques palestinos desde o início do conflito, em 27 de dezembro.  

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