Hamas rejeita libertação de soldado por abertura de fronteira

Líder islâmico na Síria diz que proposta de Israel é 'inaceitável' e pede centenas de prisioneiros por Shalid

Agências internacionais,

28 de janeiro de 2009 | 18h36

Após o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert condicionar a abertura das fronteiras da Faixa de Gaza à libertação do soldado Gilad Shalid, o líder exilado do Hamas na Síria, Khaled Meshal, disse que as condições de Israel para uma trégua prolongada são "inaceitáveis". Segundo ele, o grupo islâmico não aceita que Israel abra os cruzamentos da fronteira apenas após a libertação do soldado, que os militantes mantém em cativeiro desde junho de 2006.   Veja também: Israel bombardeia túneis na fronteira Hamas nega querer controlar fundos para reconstruir Gaza Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza    Meshal insiste que Israel deve libertar centenas de prisioneiros palestinos, em troca dos quais o Hamas libertará Shalit. Em uma encontro com o enviado americano ao Oriente Médio, George Mitchell, Olmert disse que até que uma solução para o caso do militar sequestrado for atingida, as fronteiras continuarão abertas apenas para a passagem de ajuda humanitária.   As passagens são parte vital para a economia de Gaza e foram fechadas desde que o grupo islâmico chegou ao poder no território palestino. O Hamas pede sua abertura permanente para um cessar-fogo duradouro com Israel, enquanto o Estado judeu quer o fim dos ataques de foguetes e garantias de que o grupo não consiga contrabandear armas do Egito para Gaza.   Israel retirou suas tropas de Gaza, porém prometeu retaliar duramente caso haja qualquer ataque de militantes. Como mostra da seriedade da situação, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, cancelou uma viagem a Washington para discutir em casa a crise, segundo funcionários do ministério.   Um soldado foi morto na terça-feira perto da fronteira com Gaza por uma bomba. Três soldados ficaram feridos. Israel respondeu rapidamente e lançou um ataque aéreo que feriu um militante do Hamas.   Mitchell não tem planos de se encontrar com membros do Hamas, considerado por EUA, Israel e pela União Europeia um grupo terrorista. O grupo militante islâmico tomou o controle de Gaza em junho de 2007, expulsando as forças do movimento laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. As forças de Abbas controlam a Cisjordânia.  

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