Hamas rejeita libertar soldado israelense em troca de trégua

Premiê israelense condiciona cessar-fogo à soltura de Gilad Shalit, detido pelo grupo há dois anos em Gaza

Efe,

13 de maio de 2008 | 11h08

O movimento radical islâmico Hamas rejeitou nesta terça-feira, 13, a possibilidade de incluir em um possível acordo de trégua com Israel a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas e mantido em cativeiro na Faixa de Gaza.   O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, condicionou na segunda-feira um possível acordo de cessar-fogo com o Hamas à libertação de Shalit, capturado há quase dois anos. "A libertação prévia de Shalit faz parte da resolução da situação na Faixa de Gaza", disse Olmert, após se reunir com o chefe do serviço de Inteligência do Egito, o general Omar Suleiman, que lhe apresentou uma proposta de trégua, negociada pelo Cairo, com o Hamas e outras facções armadas de Gaza.   O jovem soldado foi capturado em 25 de junho de 2006, por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam. O grupo islâmico exigiu a libertação de 1.500 presos palestinos em prisões israelenses em troca da libertação de Shalit.   Por sua parte, Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas em Gaza, disse à imprensa que "relacionar a libertação de Shalit com a possibilidade de uma trégua é uma forma indireta de os israelenses escaparem da iniciativa egípcia".   "O movimento Hamas não ficará esperando uma resposta por parte dos sionistas (Israel). Seguiremos empregando todos os meios possíveis a fim de confrontar as agressões diárias e conseguir a suspensão do bloqueio a Gaza", afirmou Abu Zuhri. O porta-voz acrescentou que Israel "não leva a sério os esforços egípcios", e que seu movimento "ofereceu todas as facilidades possíveis para que a iniciativa prosperasse". "Mas parece que a ocupação não está interessada nestes esforços", criticou.   Após a última rodada de diálogo mantida no Cairo, no mês de abril, Hamas ofereceu um cessar-fogo de seis meses em Gaza, com a condição de que Israel suspenda o bloqueio que mantém a este território palestino, e permita a abertura do posto fronteiriço de Rafah.

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