Hamas responderá a propostas de trégua no sábado, diz Egito

Grupo teria concordado com esboço de acordo que inclui cessar-fogo de 18 meses e abertura de fronteiras

Reuters e Efe,

05 de fevereiro de 2009 | 07h48

Uma delegação do grupo palestino islâmico Hamas retornará ao Cairo no sábado para dar uma resposta final a propostas de uma trégua de 18 meses com Israel, informou a mídia estatal egípcia nesta quinta-feira, 5. Negociações entre autoridades egípcias do setor de inteligência e uma delegação do Hamas terminaram nesta quarta sem um acordo, e o grupo afirmou que as propostas israelenses para um acordo eram vagas.   Veja também: Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza      O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e Israel tiveram negociações separadas com mediadores egípcios para discutir os termos de uma trégua de longo prazo após três semanas de ataques israelenses em Gaza e de ataques de foguetes do Hamas contra o território israelense. Os dois lados declararam tréguas unilaterais no dia 18 de janeiro, mas os atos de violência continuaram.   Uma autoridade egípcia não identificada disse à Mena que os delegados do Hamas "voltarão ao Cairo no sábado para informar às autoridades egípcias sua resposta final". Enquanto isso, um representante da delegação do Hamas, Salah al-Bardawil, afirmou a um jornal egípcio que o Egito e o Hamas conseguiram definir um rascunho do acordo de cessar-fogo. Segundo ele, a proposta estipula uma trégua de um ano e meio entre o grupo e Israel, inclui a abertura de todas as fronteiras para a entrada de 80% dos bens necessário no território palestino, embora ainda seja preciso especificar que tipo de produtos Israel permitirá a entrada.   Segundo Bardawil, o esboço define ainda que a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, será aberta esporadicamente. Ele afirmou ainda que Israel rejeitou a proposta de instalar observadores internacionais na fronteira com o Egito. Israel propôs a criação de uma zona desmilitarizada de meio quilômetro entre o Egito e a Faixa de Gaza para evitar o tráfico de armas e condicionou a reabertura da fronteira à libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por facções palestinas em junho de 2006. "Dissemos (aos mediadores egípcios) que isso é inaceitável", disse o responsável do Hamas, em relação às exigências israelenses.   O Hamas insiste em que o tema do soldado Shalit seja negociado separadamente ao acordo sobre o cessar-fogo. Bardawil disse que, nas negociações, falou-se também sobre a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah, entre Egito e Gaza, a única que não passa por Israel. Esta passagem está fechada há um ano e meio, e só é aberta esporadicamente por razões humanitárias. Segundo o representante do Hamas, as conversas abordaram a possibilidade da reabertura da passagem de Rafah, depois que se chegar a um acordo sobre a trégua e for formado um governo de unidade entre as diversas forças palestinas.

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