Hamas reúne milhares e diz que não renova trégua com Israel

Movimento islâmico celebrou neste domingo o 21º aniversário e anunciou que não vai renovar cessar-fogo

EFE

14 de dezembro de 2008 | 11h13

O movimento islâmico Hamas reuniu neste domingo milhares de pessoas para celebrar seu 21º aniversário, e divulgou uma declaração oficial afirmando que o grupo não vai renovar o acordo de trégua com Israel. O acordo expira no fim deste mês.   "A paz não será renovada quando o acordo expirar," disse o líder exilado do grupo, Khaled Meshaal, no documento divulgado. De acordo com um porta-voz do primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, Israel é favorável a manter o acordo de trégua, informou a agência AFP na tarde deste domingo, 14.   A comemoração começou pouco depois das 9h de Brasília, na Faixa de Gaza, com a presença dos principais dirigentes do Hamas, grupo criado em 1987 pelo xeque Yassin, que foi assassinado há quatro anos pelo Exército israelense com um míssil.   Este é o segundo aniversário do Hamas desde que, em junho de 2007, assumiu o controle da Faixa de Gaza e expulsou as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.   Na Cidade de Gaza, o Hamas organizou ônibus em cada mesquita e colocou agentes da segurança em cada esquina, enquanto caravanas com megafones e outros veículos com a bandeira verde do movimento convocam a participação no evento.   O ato central ocorre na "Katiba verde", como os dirigentes do Hamas batizaram uma praça perto cerca da Universidade Al-Azhar - próxima ao Fatah - e do principal complexo de segurança que antes era controlado pela ANP.   Na "Katiba verde", o primeiro-ministro de fato em Gaza, Ismail Haniyeh, fará um discurso que será acompanhado por "centenas de milhares" de pessoas, segundo o Hamas.   Tanto Israel quanto as milícias palestinas violam diariamente a interrupção das hostilidades desde que, há cinco semanas, o Exército israelense matou seis milicianos ao entrar em Gaza com a alegação de destruir um túnel subterrâneo escavado para capturar soldados israelenses.   Israel acredita que as milícias palestinas aumentarão na próxima semana seus ataques com foguetes às  localidade israelenses vizinhas à Faixa de Gaza, por ocasião da proximidade d fim do cessar-fogo, segundo altos comandantes militares citados hoje pelo jornal "Ha'aretz".

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