Hamas sinaliza trégua com Israel na Faixa de Gaza

Organização retira exigência que de cessar-fogo incluísse a Cisjordânia, território controlado pelo Fatah

Agência Estado e Associated Press,

22 de abril de 2008 | 11h05

O grupo militante Hamas mudou de posição e está pronto para um trégua com Israel na Faixa de Gaza, disse nesta terça-feira, 22, Ghazi Hamad, membro da organização. Foi retirada, portanto, uma demanda prévia que exigia a inclusão da Cisjordânia em qualquer acordo.   Veja também:   Confronto com Israel deixa três palestinos mortos   Mediadores egípcios buscam interromper os combates entre militantes palestinos e o Exército israelense em Gaza. Hamad, porta-voz do Hamas, disse que o grupo aceita um cessar-fogo que "se iniciaria em Gaza" e, posteriormente, seria estendido para a Cisjordânia. Antes, o Hamas buscava incluir as duas regiões simultaneamente no acordo. A posição foi transmitida ao Egito e agora o Hamas espera uma resposta de Israel, informou Hamad.   A Cisjordânia é uma região controlada pela Autoridade Palestina, do presidente Mahmoud Abbas, líder do Fatah e inimigo do Hamas. Na área, há forte presença militar israelense. Israel realiza geralmente incursões militares e ataques aéreos contra militantes que lançam foguetes de Gaza, território ao sudoeste de Israel. O Hamas tomou a Faixa de Gaza à força em junho, após derrotar o Fatah.   O governo israelense já afirmou em vários momentos que não negociará com o Hamas. Um porta-voz do governo disse na terça-feira que seria mantida a pressão sobre o grupo, por causa das ameaças a civis israelenses. "As medidas de defesa de Israel são necessárias, devido ao contínuo terrorismo empreendido" pelo Hamas, disse o porta-voz israelense David Baker. "Se não houvesse atividades terroristas, não seria necessária a atividade militar de Israel."   Militantes palestinos têm realizado, nas últimas duas semanas, uma série de ataques contra postos de controle instalados na fronteira de Gaza. O mais recente foi um atentado suicida no sábado, em que 13 soldados israelenses ficaram feridos. Os militantes consideram esses locais um símbolo do bloqueio econômico israelense na região.

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