Hamas veste-se como soldado israelense em Gaza, diz Israel

Militantes tentariam usar disfarce para atentados suicidas contra tropas israelenses, afirma inteligência

da Redação, com agências internacionais,

13 de janeiro de 2009 | 17h24

O chefe do Estado-Maior da Inteligência das Forças de Defesa Israelense (IDF, na sigla em inglês) disse nesta terça-feira, 13, que militantes do Hamas têm se vestido com uniformes israelenses na tentativa de realizar atentados suicidas entre as tropas de Israel na Faixa de Gaza, informou o jornal Haaretz.   Veja também: Ex-embaixador critica ação diplomática do Brasil em Gaza Egito pressiona Hamas para cessar-fogo na Faixa de Gaza Ofensiva em Gaza é boa para os palestinos, diz Israel Forças israelenses intensificam ofensiva nos subúrbios de Gaza Aumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Ainda segundo a publicação, Gabi Ashkenazi afirmou que combatentes tentaram penetrar na linha de batalha da IDF e detonar explosivos. Nesta terça, forças terrestres israelenses combateram militantes palestinos nas ruas bastante povoadas de Cidade de Gaza. O Hamas não interrompeu o disparo de foguetes contra Israel e mais de dez foram lançados, sem causar vítimas.   Cidade palestina de Rafah é atacada no 18.º dia da operação de Israel. Foto: Reuters   Autoridades médicas palestinas afirmaram que mais de 900 palestinos, a metade civis, já morreram desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro. Mais de 4,1 mil ficaram feridos. Treze israelenses, dos quais nove soldados, foram mortos. Israel lançou os ataques com o objetivo declarado de interromper o lançamento de foguetes vindos da Faixa de Gaza em seu território.   Ashkenazi disse estar satisfeito com a ofensiva contra o Hamas, segundo o jornal Jerusalem Post. "Nós atingimos resultados excepcionais e causamos graves danos ao Hamas, à sua infraestrutura e asa militar", disse ele durante um encontro entre funcionários da defesa e da chancelaria.   O militar israelense também negou denúncias de que o Exército esteja usando bombas de fósforo branco, que provocam queimaduras terríveis na pela das vítimas, contra palestinos. "A IDF age apenas de acordo com a lei internacional e não usa fósforo branco", afirmou. Emissoras de televisão, entre elas a CNN, mostraram imagens de palestinos, inclusive de crianças, com graves queimaduras nos hospitais de Gaza.   O analista militar Marc Garlasco, do Human Rights Watch, disse à emissora árabe de televisão Al-Jazeera que "unidades de artilharia israelenses tinham munição de fósforo branco com os detonadores instalados. Claramente, eles estão usando fósforo branco, podemos dizer pelas explosões, com 'tentáculos' que descem, e pelas chamas que continuam queimando."   As leis internacionais permitem o uso de fósforo branco somente em foguetes luminosos que explodem no ar para ofuscar as forças inimigas. Apesar disso, bombas de fósforo branco foram usadas como munição por Israel na invasão do Líbano, em 2006, e pelos EUA na destruição da cidade iraquiana de Fallujah, em 2004.   Nesta terça-feira, um deputado israelense pregou o uso de munição ainda mais mortífera na guerra contra Gaza: armas nucleares. Discursando durante conferência na Universidade Bar-Ilan, em Ramat Gan, o deputado Avigdor Lieberman, presidente do partido Beiteinu, disse que "precisamos a combater o Hamas como os EUA fizeram com os japoneses na II Guerra Mundial". Para ele, o uso de bombas atômicas pelos EUA "tornaram desnecessária a ocupação do Japão."   Veto grego   Também nesta terça, os Estados Unidos foram obrigados a cancelar o embarque de munições para Israel a partir de um porto na Grécia, por causa de um veto do governo grego.   Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, disse que a Grécia "tinha alguma objeção ao desembarque daquele carregamento em seu país". Segundo o porta-voz, os EUA agora estão buscando uma maneira alternativa de fazer o carregamento de munição chegar a Israel.

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