Helicóptero sírio ataca campo de refugiados e muitos morrem, dizem moradores

Um helicóptero do Exército da Síria disparou duas bombas tipo barril contra um campo de refugiados em Idlib, província no norte do país, disseram os moradores do campo nesta quarta-feira.

REUTERS

29 de outubro de 2014 | 15h54

Um vídeo postado no YouTube mostrou corpos de mulheres e crianças, tendas em chamas, enquanto as pessoas lutavam para salvar os feridos. "É um massacre de refugiados", afirmou uma voz na gravação.

"Deixe todo o mundo ver isso, essas pessoas são refugiadas. Olhe para elas, são civis, civis refugiados. Eles fogem do bombardeio", diz a voz de um homem.

Um homem em outro vídeo no campo Abedin, que recebeu pessoas que fugiram das batalhas na província próxima de Hama, disse que até 75 pessoas morreram.

A imprensa estatal síria não citou o bombardeio. A organização baseada na Grã-Bretanha Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a violência na guerra civil, disse que 10 civis foram mortos.

A Reuters não pôde confirmar de maneira independente o ataque. As bombas de barril são artefatos amadores que são enchidos com pregos, fragmentos metálicos e explosivos que são jogados de helicópteros.

Grupos de direitos humanos dizem que essas bombas são arremessadas pelo Exército em áreas densamente povoadas em desafio a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que baniu o uso indiscriminado de explosivos.

Quase 10 milhões de pessoas perderam as suas casas por conta da guerra civil da Síria, que começou com protestos a favor da democracia, mas avançou a uma revolta armada quando as forças de segurança do governo reprimiram as manifestações. Mais de 3 milhões de refugiados abandonaram o país e o conflito matou cerca de 200 mil pessoas, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

(Reportagem de Oliver Holmes e da Reuters TV)

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