Bilal Hussein/AP
Bilal Hussein/AP

Hezbollah acusa Israel de participar em morte de ex-premiê libanês

Ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri foi morto em um atentado com carro-bomba em 2005

Efe,

03 de agosto de 2010 | 17h34

BEIRUTE.- O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse nesta terça-feira, 3, que apresentará na próxima segunda provas do suposto envolvimento de Israel no assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, em 2005.

 

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"Há provas que mostram que Israel está por trás do massacre do ex-primeiro-ministro", afirmou Nasrallah em mensagem por vídeo divulgada para milhares de simpatizantes reunidos em uma praça no sul de Beirute.

 

Rafik Hariri, pai do atual primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, foi assassinado em Beirute no dia 14 de fevereiro de 2005 em um atentado com carro-bomba no qual também morreram 22 pessoas.

 

Dirigentes políticos libaneses acham que o governo sírio está por trás do crime, mas esperam a posição de um tribunal especial apoiado pela ONU que está investigando o caso.

 

Nasrallah disse que irá apresentar suas provas sobre o suposto envolvimento de Israel durante uma entrevista coletiva que provavelmente será concedida por meio de videoconferência.

 

"Revelarei um dos grandes segredos das operações realizadas para mostrar a veracidade do que dizemos. Poderemos descobrir a verdade e chegar a ela por nós mesmos", disse o chefe do Hezbollah.

 

Nasrallah voltou a pedir ao governo do Líbano para formar uma comissão para investigar o assassinato de Hariri, independente do Tribunal Especial para o Líbano.

 

No último dia 22, Nasrallah disse ter recebido informações de que o tribunal acusará militantes "indisciplinados" de seu grupo e assegurou que não aceitaria as acusações.

 

Veículos de comunicação libaneses temem que as conclusões sobre o assassinato de Hariri, que serão divulgadas nos próximos meses, possam gerar tensões no país caso um eventual envolvimento do Hezbollah seja confirmado.

 

O governo sírio e o Irã são suspeitos de terem ligações com o Hezbollah.

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