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Hezbollah ameaça 'guerra aberta' com Israel

O líder do Hezbollah, Sayyed HassanNasrallah, ameaçou lançar uma "guerra aberta" contra Israelapós acusar o Estado judaico de ter matado um importantecomandante do grupo que constava de uma lista norte-americanacom os criminosos mais procurados. "Sionistas, se vocês desejam esse tipo de guerra aberta,então que o mundo todo saiba: que essa seja uma guerra aberta",disse Nasrallah às pessoas presentes no funeral de ImadMoughniyah, uma lenda para o Hezbollah, mas um dos homens maisprocurados por Israel e pelos Estados Unidos por planejarataques que mataram centenas de pessoas. Moughniyah, caçado pelos israelenses e norte-americanoshavia duas décadas, foi morto na explosão de uma bomba emDamasco, na terça-feira. O Hezbollah, um grupo islâmico xiita, e seu maior aliado, oIrã, acusaram Israel de tê-lo matado. O governo israelenserebateu a acusação, apesar de o Mossad (serviço secreto deIsrael) tentar havia bastante tempo assassiná-lo. Mesmo antes de Nasrallah discursar, o Estado judaico,temendo uma represália, colocou suas embaixadas e outrasinstalações no exterior em alerta máximo e aumentou o número desoldados estacionados na fronteira com o Líbano. "Temos o direito, na condição de seres humanos, de nosdefendermos e, se Deus quiser, faremos o que for necessáriopara defender nossos irmãos, nossos líderes, nosso povo e nossopaís", afirmou Nasrallah à multidão por meio de um aparelho devideoconferência. Segundo o líder do Hezbollah, as investigações iniciais dogrupo apontavam para a participação de Israel no ataque.Nasrallah não ofereceu maiores detalhes, mas disse que a açãohavia ocorrido fora "do campo de batalha natural" -- os doislados da fronteira israelo-libanesa. O dirigente do Hezbollah afirmou que, apesar de representarum golpe doloroso, o assassinato não enfraqueceria o grupo ousua estrutura militar. Visivelmente emocionado, Nasrallah disseque Moughniyah havia desempenhado um papel importante na guerrade 34 dias travada entre o Hezbollah e Israel em 2006. Naim Kassem, vice de Nasrallah, comandou as oraçõesrealizadas em torno do caixão de Moughniyah, ao lado de outrosmembros da liderança do Hezbollah, em uma mesquita do sul deBeirute. Homens vestidos com uniformes militares carregaram ocaixão, envolto na bandeira amarela do Hezbollah, em umaprocissão funerária acompanhada por dezenas de milhares dehomens e mulheres. À frente da procissão, seguiu uma bandamilitar. O ministro iraniano das Relações Exteriores, ManouchehrMottaki, participou do funeral e leu uma nota de condolênciaassinada pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Refletindo as profundas divisões existentes no Líbano, oenterro de Moughniyah aconteceu pouco depois de umamanifestação anti-Síria realizada pela coalizão governista paramarcar os três anos da morte do ex-primeiro-ministro Rafikal-Hariri. Uma grande multidão, agitando bandeiras libanesas,reuniu-se sob forte chuva, na praça dos Mártires, no centro deBeirute, para ouvir discursos proferidos por líderesanti-Síria, entre os quais o filho e herdeiro político deHariri, Saad al-Hariri. Hariri disse que sua mão estava estendida para a oposiçãopró-Síria a fim de que colocassem fim ao embate de 15 mesesresponsável por aprofundar as divisões internas do país edeixar o Líbano sem um presidente desde novembro. (Reportagem adicional de Tom Perry, Laila Bassam emBeirute, Dan Williams em Jerusalém)

NADIM LADKI, REUTERS

14 de fevereiro de 2008 | 15h18

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