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Hezbollah cooperará com investigações de assassinato de ex-premiê libanês

Imprensa do Líbano divulgou que grupo poderia estar envolvido na morte de Rafic Hariri em 2005

31 de março de 2010 | 20h17

Efe

 

BEIRUTE- O secretário-geral do grupo xiita Hezbollah, Hasan Nasrala, afirmou nesta quarta-feira, 31, que, apesar de ter dúvidas sobre a instituição, não fechará as portas ao Tribunal Especial para o Líbano (TEL), que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

 

"Nós cooperaremos com o TEL. Contudo, se os vazamentos (à imprensa) continuarem, é meu direito tomar outra postura", disse Nasrala em uma entrevista ao canal Al Manar.

 

O líder do grupo aludia às recentes informações divulgadas na imprensa libanesa de que, de acordo com fontes próximas às investigações, alguns membros do Hezbollah poderiam estar envolvidos no assassinato de Hariri em 2005, em um atentado com carro-bomba em Beirute.

 

Nasrala minimizou a importância dessas informações e garantiu que a comissão investigadora já havia interrogado outros doze partidários ou simpatizantes do grupo, mas frisou que essas pessoas haviam sido convocadas como "testemunhas e não como suspeitos".

 

"Nós não tememos nada, por isso permitimos que nossos irmãos do Hezbollah afrontem os interrogatórios", disse.

 

O xiita afirmou que, apesar das reservas que têm sobre o Tribunal, seu grupo quer conhecer a verdade."Condenamos o assassinato do ex-primeiro-ministro Hariri", afirmou.

 

A morte de Hariri desencadeou um movimento nacional e internacional que resultou na expulsão de forças civis e militares sírias do Líbano, depois de quase três décadas de presença no país.

 

A maioria parlamentar libanesa não teve dúvidas em acusar o regime sírio de envolvimento no assassinato, cujo principal aliado no Líbano é o Hezbollah.

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