Hezbollah diz que seu desarmamento é inegociável

Grupo opositor libanês acusa o premiê de chanteagem ao enfatizar proposta durante negociações

Efe e Associated Press,

18 de maio de 2008 | 14h32

O chefe da bancada parlamentar do Hezbollah, Mohamad Raad, afirmou neste domingo, 18, em Doha, que a oposição não discutirá um possível desarmamento do grupo xiita, embora tenha destacado que a milícia manterá uma postura flexível em relação a qualquer outro tema. As facções libanesas que disputam o poder no país há cerca de 18 meses trocaram acusações neste domingo e funcionários do governo disseram que quase nenhum progresso ocorreu desde o final da semana passada, quando representantes das duas partes se reuniram em Doha (Catar) para chegar um acordo.   Por motivos de segurança, Raad substitui o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, no encontro que as facções libanesas realizam na capital do Catar para tentar tirar o país da crise que atravessa. "A resistência (Hezbollah) e suas armas não estão incluídas nas negociações em Doha", declarou Raad à rede de televisão Al-Manar. O chefe negociador do grupo ainda acusou o governo do premiê Fuad Saniora de "chantagear" a oposição, ao levar com ênfase a questão do desarmamento do grupo às conversações em Doha.   O enviado especial da milícia xiita acrescentou que seu grupo trabalha para manter o programa estabelecido no Hotel Phoenicia, referindo-se ao acordo obtido por uma comissão árabe para que o encontro de Doha foque a formação de um governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral. "Somos flexíveis (...). Não aumentaremos o limite máximo de nossas reivindicações, mas também não as reduziremos", acrescentou, negando a existência de um acordo final, mas dizendo que havia consenso em vários temas.   Raad também excluiu qualquer acordo que não inclua a formação de um governo e a reforma da lei eleitoral. "Desejamos aprovar uma lei eleitoral com artigos claras que sejam aplicados em todas as regiões libanesas. Compreendemos as circunstâncias de alguns (grupos) e mostramos alguma flexibilidade, mas não haverá acordo que favoreça uma das partes", declarou.

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