Hezbollah diz que situação voltará ao normal no Líbano

Grupo assegura que acordo 'no qual não haja vencedores nem vencidos' devolve estabilidade ao país

Agência Estado e Associated Press,

15 de maio de 2008 | 10h13

O Hezbollah (Partido de Deus) assegura que "as coisas voltarão ao normal" no Líbano agora que o governo reverteu as medidas que desencadearam dias de sangrentos confrontos, afirmou o vice-líder do grupo. Os comentários do xeque Naim Kassem foram feitos depois de uma reunião entre representantes do Hezbollah e de uma delegação árabe que viajou ao Líbano para buscar uma solução para a pior crise vivida pelo Líbano desde o fim da guerra civil (1975-1990).   Veja também: Entenda as divisões e a crise política   "A reversão pelo gabinete das duas medidas é um passo natural para que as coisas voltem a ser como eram antes", afirmou Kassem "Queremos um acordo político que leve, no fim, a uma situação na qual não haja vencedores nem vencidos.". As medidas às quais se refere o vice-líder do Hezbollah foram tomadas na semana passada. Na ocasião, o governo libanês, pró-Ocidente, demitiu o chefe de segurança do aeroporto de Beirute por supostos vínculos com o Hezbollah e declarou ilegal a rede de telecomunicações militares mantida pelo grupo.   Tais decisões foram interpretadas pelo Hezbollah como uma declaração de guerra, o que levou a uma onda de violência durante a qual 65 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. O governo libanês cancelou essas duas decisões na quarta-feira e manifestou a esperança de que, com a reversão, seja possível também um acordo para solucionar uma crise política iniciada há um ano e meio. O Líbano está sem presidente desde novembro do ano passado.

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